Comissão entrega dossiê sobre casos de Natimortos no Hospital de Sorriso

As informações também foram encaminhadas para o Conselho Regional de Medicina para  investigação da conduta médica

As investigações dos cinco casos de natimortos que ocorreram no Hospital Regional de Sorriso em março avançaram mais uma etapa com a entrega de um dossiê sobre a atuação médica na instituição.

Os documentos foram encaminhados para a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar da Prefeitura e também ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Agora o Executivo terá até 120 dias para analisar os documentos e apresentar os resultados.

De acordo com o secretário de Saúde, Devanil Barbosa, o próximo passo é a instauração de uma sindicância.

“A partir da análise dos fatos, vamos averiguar se houve erro ou se não houve erro. O Conselho de Ética também acompanhará as investigações e poderá fazer os apontamentos”, disse em entrevista coletiva na  segunda-feira (10).

Dois médicos e suas respectivas equipes da unidade de Pronto Atendimento, além de enfermeiros da assistência que estiveram de alguma forma envolvidos com os casos são investigados.

“Esses profissionais participaram ativamente do atendimento desses casos, eles estão diretamente ligados aos atendimentos”, esclareceu o secretário que ainda não descartou uma possível negligência por parte dos profissionais.

Uma oitiva será realizada pela Comissão para que todos esses profissionais sejam ouvidos. Os médicos continuam atuando na unidade de saúde. Os nomes não foram divulgados pois as investigações correm em sigilo.

O secretário explicou que uma mudança nos atendimentos tanto na UPA quanto no Regional é efetuada na intenção de que novos casos não aconteçam no município. “A partir disso começamos a dar andamento em alguns protocolos. Eles já existiam, mas não eram formalizados. Houve uma melhora nesse processo”, informou.

Relembre o caso

Em março, quatro mortes fetais foram registradas no Hospital Regional de Sorriso, sendo um menino e uma menina com 39 semanas e outros dois meninos de 27 e 37 semanas. Além desses, um quinto caso também foi contabilizado pela unidade. A suspeita é de que houve negligência médica tanto no hospital, quanto na UPA 24h.

Os casos ganharam repercussão quando uma jovem de 16 anos procurou uma emissora de televisão local e denunciou a suposta negligência. Na oportunidade, a direção do Regional informou que nenhuma das gestantes haviam sido atendidas previamente na unidade

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA