Deputado critica homossexuais e mulheres que abortam após estupro

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Deputado Victório Galli/Foto: Fato & Notícia.

Membro da bancada evangélica, o deputado federal e pré-candidato do PSC à Prefeitura de Cuiabá, Victório Galli, afirma que homossexuais e pessoas que defendem seus direitos, que classifica como “gayistas radicais”, não respeitam os outros e são os maiores culpados pelas polêmicas dos quais são alvos. Diz ainda que as mulheres que praticam aborto após estupro são criminosas.

As polêmicas declarações do deputado foram dadas durante entrevista do parlamentar ao programa Conexão Poder, exibido na noite desse domingo (15) pela TV Pantanal, Canal 22, de Cuiabá.

Galli falou que “gayistas e ideológicos radicias” são as pessoas que defendem os direitos de homossexuais e são, na maioria dos casos, os responsáveis por excesso nesse tipo de debate.

“Tenho amigo gay, conheço gay que fica na dele, sabe que a situação dele não é normal, mas respeita. O problema é que há gayistas, ideológicos demais que não respeitam as pessoas”, afirmou o parlamentar. Ele lembrou do episódio em que Jean Willys (Psol) trocou de poltrona para não viajar ao lado de Jair Bolsonaro (PSC). O vídeo foi amplamente divulgado por esse parlamentar também conhecido pelas críticas ao homossexualismo.

Ao lembrar do deputado Jean Willys, Victório Galli chamou atenção ao dizer que partiria para o confronto físico se tivesse levado uma cusparada como recebeu Bolsonaro. “Sou pastor e pastor tem cajado para defender suas ovelhas. Eu reagiria porque não se cospe na cara de homem (…) Além do mais, por que só se fala nos direitos dos gays? Gordos e deficientes também sofrem preconceito”.

Deputado de segundo mandato, Galli também defendeu o projeto de lei que apresentou à Câmara Federal na tentativa de criminalizar o aborto praticado por mulheres vítimas deestupro. Atualmente, isso é permitido pelo Código Penal. Sugeriu ainda que essas mães sejam obrigadas a levar adiante a gravidez, doem seus filhos para adoção posteriormente “ou o Estado tome conta”.

“Conheço mães que não abortaram e hoje não se arrependem. Se ela foi estuprada, ela já está sendo penalizada. Por que penalizar uma nova vida também? Se fizer isso, vai ser uma criminosa moralmente hoje em dia e será criminosa pela lei se o projeto for aprovado”, completa Galli ao alegar que a mãe que tem Deus no coração sempre leva adiante a gravidez.

A criminalização do aborto cometido após estupro consta de projeto de lei que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. O deputado federal Valtenir Pereira (PMDB) também consta como coautor, segundo o site da Casa. Ele não atendeu as ligações do site Fato & Notícia para comentar o assunto.

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