PJC Desarticulada organização criminosa responsável por roubos de veículos em MT

0
101
A operação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (17.08) para o cumprimento 125 ordens judiciais e 51 mandados | Foto PJC

A Polícia Judiciária Civil desvendou uma rede criminosa responsável por crimes patrimoniais de roubos, furtos, receptação e adulteração de veículos em Mato Grosso. A organização é responsável por 60% dessas ocorrências nos últimos três meses nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A operação “Ares Vermelha” foi desenvolvida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) e a Diretoria de Inteligência.

A operação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (17.08) para o cumprimento 125 ordens judiciais, sendo 51 mandados de prisão preventiva, 12 conduções coercitivos e 62 buscas e apreensão domiciliar, nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Mato Grosso do Sul. O balanço da operação foi apresentado pelos delegados coordenadores da operação,

Também foram apreendidos quatro veículos, 113 tabletes de maconha, armas e munições.

“É uma ação que ocorreu não apenas em Mato Grosso, mas também em outros três estados. Isso demonstra que os nossos profissionais estão preparados para combater as organizações criminosas. Essas ações qualificadas da Polícia Civil serão intensificadas cada vez mais. Tenho convicção que a integração das forças e as ações qualificadas levarão mais sensação de segurança às pessoas, diminuindo não só o furto e o roubo de veículos, o estelionato e o tráfico de drogas, mas também os homicídios e os latrocínios”, disse o secretário de Segurança Rogers Jarbas.  

O grupo criminoso era liderado pelos detentos Luciano Mariano da Silva, Robson José Ferreira de Araújo, (que também usa nome de Marcelo Barbosa do Nascimento), Edmar Ormeneze, e Wagner da Silva Moura, todos presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e integrante de uma facção criminosa.

Associados a outros criminosos, eles praticaram diversos crimes subsequentes relacionados a veículos, como clonagens, falsificação de documentos, estelionatos e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, a estrutura montada pela organização é altamente sofisticada, com divisão elaborada no setor financeiro, chegando a manter uma espécie de “caixinha” ou reserva financeira para fomentar o crime nacional e fazer alianças com outras facções criminosas, além da lavagem do dinheiro adquirido nos crimes patrimoniais de veículos.

Com o acompanhamento de 35 eventos por meio de ações controladas, a investigação efetuou a prisão em flagrante de nove criminosos durante o período da apuração, materializando o inquérito policial com provas dos crimes praticados e ainda prisão de criminosos em outros estados da federação. Também foram recuperados veículos (automóveis, caminhonetes e motos), além de apreensão de drogas e armas de fogo.

Os criminosos cooptavam jovens para prática reiterada de crimes patrimoniais majorados de roubos de veículos, que eram descaracterizados com a substituição, geralmente, de placas, e falsificação de documentos, para venda no mercado interno. Também ficou evidenciada a prática de estelionatos e lavagem de dinheiro pelo reeducando Edmar Ormeneze, com a participação de familiares e outras pessoas aliciadas, utilizando contas bancárias para o cometimento dos crimes.

Golpes praticados

Golpe de compra/venda de veículos: Membros do grupo criminoso com maior habilidade de conversação são incumbidos de conversar diretamente com as vítimas, escolhidas dentre os anunciantes de veículos na internet (OLX, Webmotors, usado fácil e congêneres) e, normalmente, buscam por modelos de veículos de comercialização rápida e fácil.

Em um primeiro momento, o criminoso se passa por interessado na compra do veículo e sem muita conversa promove o fechamento do negócio. Ao mesmo tempo, negocia o mesmo veículo com algum garagista (vendedor de automóveis) por um preço abaixo do mercado, tornando sua proposta muito atrativa. Desta forma, promove uma venda rápida do veículo da vítima ao garagista.

Participação de populares

De acordo com os delegados, Vitor Hugo e Marcelo Martins, durante a investigação foi comum perceber a participação de inúmeras pessoas, a maioria sem passagem criminal, que ofereciam seus imóveis para locação, os quais seriam destinados a servir de esconderijo de veículos subtraídos ou, até mesmo, entorpecentes. Da mesma forma, o empréstimo de contas bancárias para movimentação de valores oriundos da criminalidade (golpes, “caixinha”, etc.), também era recorrente.

A “caixinha”, tipo de reserva financeira organizada, originada de depósitos de diversos criminosos de várias localidades para fomentar o crime nacional e promove a aliança entre a facção criminosa de Mato Grosso com facções de outros estados, principalmente, Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Amazonas. (Com Informação na PJC)

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA