Há 42 anos, guerrilheira de MT era assassinada

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Há exatos 42 anos, foi assassinada em Concepción, no Chile, a jovem Jane Vanini, cacerense que lutou contra a Ditadura Militar brasileira que teve início em 1964.

Ela foi assassinada em 1974, conforme relatou à família o companheiro dela, jornalista Pepe Carrasco, também assinado 12 anos após o homicídio.

Jane foi assassinada ao se exilar no Chile, já que ela buscou exílio depois de condenada no Brasil a 5 anos de prisão por combater à Ditadura Militar (1964/1985). Ela militou na Aliança Libertadora Nacional (ALN) e no Movimento de Libertação Popular (Molipo).

Jane foi exilada do Brasil quando o presidente era o general Emílio Garrastazu Médici, conhecido pelas atrocidades cometidas contra quem se rebelava com a forma de governo.

A guerrilheira mato-grossense mais conhecida fora do Estado e também em outros países foi morta por fuzilamento aos 29 anos de idade. Somente em 1993 o governo chileno reconheceu a responsabilidade pela morte.

Quando foi morta, Jane usava o nome Gabriela Fernandez. Ela foi assassinada sozinha na casa onde morava depois de ficar quatro horas horas acuada pela polícia política do Chile conhecida como Dina. A família da guerrilheira foi informada da morte um ano depois do ocorrido, em 1975.

O companheiro da militante, Pepe Carrasco, foi assassinado em 1986 também pela ditadura de Augusto Pinochet. Jane deixou Cáceres em 1964 aos 19 anos de idade para trabalhar na Editora Abril em São Paulo e, clandestinamente, se dedicar ao combate à Ditadura Militar.

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