Liminar proíbe greve em Sinop, sindicalistas vão recorrer e prometem embate com prefeita

Movimento grevista afirmou que vai recorrer da decisão judicial que impediu o início da greve geral programada para hoje

Falta de estrutura física, materiais de segurança pessoal, condições de trabalho e uma série de reivindicações levaram o Sindicato dos Servidores Públicos de Sinop a deflagrar uma greve geral anunciada para começar nesta segunda-feira (08). O movimento foi impedido por uma decisão liminar, concedida em favor da administração pública municipal, que considerou o movimento ilegal.

De acordo com o presidente do Sindicato, Adriano Perotti, a categoria vai recorrer da decisão e garante que a greve será implantada.

“A justiça não está sendo feita para os servidores. A nossa prefeitura não segue nenhuma norma de segurança do trabalho, temos funcionários trabalhando de forma insalubre, temos postos de saúde sem condições nenhuma estruturais e notavelmente sendo deixados de lado por esta administração, e é por isso que optamos pela greve. Essa decisão judicial está sendo cumprida por nós, mas vamos recorrer, porque nosso direito constitucional à manifestação não está sendo respeitado”, explicou.

Na decisão proferida pelo desembargador do Tribunal de Justiça, José Zuquim Nogueira, que concedeu a liminar requerida pela prefeitura em ação declaratória de ilegalidade de greve, determinou-se que o sindicato se abstenha da greve, sob pena de multa diária de R$ 20 mil, em caso de descumprimento. Ainda de acordo com a decisão, o desembargador alegou que ficou comprovado o interesse da administração pública em estabelecer diálogo com o sindicato. Ele considerou ainda o impacto no atendimento à população e aos cofres públicos.

Já Perotti alega que tudo que a atual administração fez foi ouvir em poucas ocasiões e nada a mais.

“Desde de antes da posse temos reuniões com a prefeita, Rosana Martinelli (PR), e nada foi feito, nem mesmo um cronograma, um plano, isso quando somos recebidos. Já se passaram um ano e nada. Nós precisamos de estrutura. Se um servidor se machuca hoje, como fica? Até quando vamos esperar? Vamos provar na justiça que esse argumento que foi usado contra o movimento não é valido, porque nada – absolutamente nada – foi feito”, afirmou o sindicalista.

 

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