Medeiros contabiliza 31 dos 41 votos para ser eleito presidente do Senado

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Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. Em pronunciamento, senador José Medeiros (PSD-MT)Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador José Medeiros (PSD-MT) articula votos para vencer a eleição para presidência do Senado nessa quarta-feira (01) contra o possível candidato Eunício Oliveira (PMDB-CE), considerado o favorito ao cargo. Medeiros contabiliza 31 votos favoráveis dos 41 necessários para ser eleito. Para alcançar a meta, o senador mato-grossense tem a expectativa de somar os votos dos também senadores do Estado: Wellington fagundes (PR-MT) e Cidinho Santos (PP -MT).

Até esta terça-feira (31/01), Eunício não oficializou participação na disputa, no entanto, é considerado favorito por ter a seu favor a maior bancada do Senado: 19 membros, além de partidos da base aliada.

Em entrevista à rádio Capital FM, nesta terça-feira, Medeiros demonstrou otimismo e comparou a disputa no Senado com as últimas eleições dos Estados Unidos (EUA). “A política não é tão certa como antes, basta ver a eleição do Trump”, citou Medeiros, que afirma ter sofrido pressão para a retirada da candidatura e ao mesmo tempo recebido apoio nos bastidores. “Estamos contabilizado bons números, não dá pra dizer que ganhamos, mas também não dá pra dizer que perdemos”.

José Medeiros acredita que o fato do voto ser secreto o critério “Mato Grosso” poderá ganhar força na bancada estadual. “Tomara que Mato Grosso tenha peso. Não incluí os dois [ Cidinho e Fagundes] porque não é fácil cobrar manifestação pública dos senadores pelo compromisso partidário que têm, mas é lógico que na urna possa pesar a nossa proximidade por sermos do mesmo estado”.

Por ser uma disputa entre base aliada e membro do partido do governo, o presidente Michel Temer (PMDB) tem se declarado neutro nessa eleição. “Tive reunião com Temer e ele se comprometeu em tratar as candidatura de forma igualitária”, garante Medeiros.

O Senador se tornou vice-líder do governo na Casa com a posse de Michel Temer. Entre as comissões que Medeiros participou está a do impeachment de Dilma Rousseff.

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