“Não cabe ao Estado dar dinheiro para os hospitais filantrópicos”, disse Governador de MT em Entrevista

O governador Pedro Taques disse que o Estado não tem a obrigação de repassar recursos aos hospitais filantrópicos e não aceita trabalhar sob pressão.

Diante da falta de recursos financeiros, na próxima sexta feira (18), Três hospitais filantrópicos da capital, que atende pelo (SUS), irão parar os atendimentos. Hospital Geral Universitário, Santa Helena e Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá já deixaram de receber novos pacientes que necessitam de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido à falta de recursos para manutenção do serviço.

O site Fato e Noticia contou detalhes durante a semana sobre esse assunto.

O Governador  Pedro Taques voltou a falar nessa quarta feira (16) sobre assunto e disse em entrevista coletiva durante inauguração de uma unidade de ensino, que “não vai lavar as mãos” com relação ao assunto, porém, já adiantou que “não trabalha com ameaças”.

Disse também que o Estado não é responsável pelo custeio dos filantrópicos e que realiza, somente, o repasse de recursos aos municípios e que estes, sim, seriam responsáveis por manter essas unidades de saúde.

“Nós não estamos criticando quem quer que seja. Agora, o Estado não pode ser responsável por algo que não lhe pertence. A quem cabe a manutenção dos hospitais filantrópicos. O Estado repassa ao município e o município repassa aos filantrópicos”, explicou, durante entrevista a tv record.

O governador ressaltou ainda que tem aumentado o repasse financeiro, como parte do compromisso assumido diante das dificuldades das filantrópicas.

“Tendo em conta a dificuldade dos hospitais filantrópicos, nós assumimos e fizemos um acordo com os hospitais filantrópicos de que, durante três meses, repassaríamos um determinado valor. Cumprimos isso. Agora, os hospitais filantrópicos estão ameaçando fechar as portas, com ameaças nós não trabalhamos”, afirmou Taques em entrevista.

Ainda essa semana deve acontecer uma reunião, a fim de discutir novamente esses repasses, evitando assim que milhares de pessoas fiquem sem atendimento. Somente nesta semana, cerca de 7 mil pacientes deixaram de receber atendimento nos filantrópicas. (Rafael Medeiros especial Fato e Noticia)

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Pronto-socorro e as policlínicas de Cuiabá já sentem os impactos com a suspensão de parte dos atendimentos por parte dos quatro hospitais filantrópicos ligados ao SUS. A informação foi dada ontem pela secretária municipal de Saúde (SMS), Elizeth Lucia de Araújo. A realização de partos está entre as maiores preocupações diante do possível fechamento das instituições.

“Sofremos os efeitos há algum tempo, como é o caso da superlotação e o que tínhamos de estoque de medicamentos também já se esgotou. Temos um planejamento de compra a cada três meses para manter tanto a regularidade financeira como o estoque. O que nós tínhamos planejado não deu porque tivemos que absorver essa demanda”, afiançou Araújo ao Jornal Diário de Cuiabá.

Para dar conta, conforme ela, pacientes estão sendo encaminhados para casa com antibiótico ou mesmo mantidos na unidade de pronto atendimento (UPA). “Mas, mesmo assim já temos dificuldades. Agora, maternidade nós não temos como resolver. Nós, não temos uma maternidade pública, além do Júlio Muller (HUJM), que não estrutura para absorver 1.100 partos”, ressaltou também em entrevista ao Jornal Diário de Cuiabá.

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