Paralisação dos servidores prejudica serviços públicos e altera trânsito

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Manifestantes fazem concentração em frente ao Shopping Pantanal.

A prestação dos serviços públicos ficará prejudicada a partir desta terça-feira (24.05), em todo Estado. Uma paralisação de 48 horas, promovida pelos servidores estaduais, segue até amanhã (25.05), véspera do feriado de Corpus Christi. O ato é um protesto organizado pelas categorias ligadas ao Fórum Sindical (32) acompanhadas por outros setores como o Detran (Departamento de Trânsito). Os trabalhadores exigem do governo o pagamento da Revisão Geral anual (RGA), fixada em 11,28% e prevista para maio, conforme lei. O trânsito também foi alterado no final dessa manhã, quando os manifestantes seguiram em caminhada do Palácio Paiaguás até o Shopping Pantanal, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA.

Apesar de o grupo ter estipulado prazo de dois dias para a mobilização, a população sentirá dificuldade para acessar serviços que envolvem a saúde, educação, segurança e o trânsito por tempo indeterminado. Vários setores do funcionalismo público confirmaram greve a partir do dia 31 de maio, cerca de dez categorias também estão com indicativo de greve farão hoje assembleias gerais para votarem a adesão ou não à greve. “Não retroagiremos da decisão”, assevera Oscarlino Alves, presidente do Sisma, sindicato que representa os servidores da saúde.

“Eu sou da saúde e temos indicativo de greve a partir de hoje, junto com outras dez categorias. Isso significa que a partir de hoje, servidores que atuam na área meio, desenvolvimento social, saúde, professores da rede estadual e da Unemat, decidiremos pela greve”.

A suspensão de parte dos serviços é quase certa por maioria dos servidores, que desde o anúncio feito pelo governo de que não teria condições para pagar o RGA, sob o argumento de não ter recursos e riscos de não conseguir pagar a folha de junho.

O governador Pedro Taques, por meio da equipe econômica, por várias vezes reiterou que “a decisão de não conceder a RGA pode ser alterada ao longo do ano”. Para concretizar essa intenção, a equipe econômica fará reunião mensal com os sindicatos para apresentar os números e fazer possíveis propostas. Taques também reforça o pedido de apelo aos servidores, alegando que “este não é um momento de greve, mas de diálogo e união de forças para superar esta crise enfrentada pelo país”.

As justificativas e o pedido do governador não foram bem aceitas pelos servidores. “Ele fala que está aberto ao diálogo, mas não faz nenhuma proposta, nem que ela seja a mais indecorosa possível”, rebate Oscarlino. O sindicalista aponta que no dia 6 de maio o governo fechou as portas para o diálogo e tem praticado ameaças com promessas de entrar na Justiça para tornar a greve ilegal. “A reversão desse processo seria uma proposta”.

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