Pedido de transparência em gastos gera mal estar em Sinop

A solicitação em plenário pelo vereador Ícaro Francio Severo (PSDB), para a presidência da Câmara Municipal de Sinop, representada por Ademir Bortoli (PMDB), gerou desconforto entre os parlamentares.

De acordo com Ícaro, o pedido é para o cumprimento do Regimento Interno da Casa, onde todo o mês as despesas teriam que ser divulgadas em plenário em forma de balanço.

“Na verdade, eu quis contribuir com a presidência, lembrando que o Regimento Interno, no artigo 16, inciso 7, fixa para que o presidente do legislativo no máximo até o dia 20 para divulgar em plenário os gastos do mês anterior. Essa prática não vem ocorrendo na atual legislatura”, destacou o parlamentar.

Visivelmente desconfortável com a cobrança, Bortoli solicitou que o vereador acessasse o portal da transparência, onde os gastos estavam especificados.

Gastos suspeitos

Na última semana, um site local divulgou que a Câmara nesses últimos quatro meses já havia gasto R$ 43,1 mil com compras pouco ou nada relacionadas à atividade legislativa.

A relação de fornecedores contratados e pagos pela Câmara entre janeiro a abril de 2017 tem floriculturas, empresas de sonorização, buffet de luxo e estabelecimentos especializados em promover festas na cidade de Sinop.

O levantamento foi feito com base nos relatórios de pagamento da Câmara de Sinop nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril, que estão disponíveis no portal da transparência. Os gastos citados levam em consideração os valores já pagos pela Casa de Leis. As despesas empenhadas não foram contabilizadas.

Nessa conta também não estão os dois contratos da Câmara para o fornecimento de água mineral, chá, café, leite, guardanapos, copos descartáveis e vários outros itens de limpeza, identificados como despesas de copa e cozinha da Câmara – que são fornecidas pelas empresas MLP Almeida Prod. de Limpeza e Higiene, e a Eco Madeiras.

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