Sejamos felizes! 

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Paulo Lemos/Arquivo pessoal.
Esse marco no calendário ocidental teve seu nascedouro num decreto do governador romano Júlio César, em 46 a.C.. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões, razão pela qual o nome do mês de janeiro deriva da mesma divindade.
É importante destacar que o calendário que seguimos não é universal, haja vista que, por exemplo, o calendário chinês diverge do nosso, assim como outros.
Contudo, retornando ao parágrafo inicial desta reflexão, penso que, seja no balanço ou no plano de vida, não podemos e não devemos nos ater estritamente ao aferimento e ao planejamento de objetivos, metas e compromissos meramente materiais, mas, principalmente, aos afetivos e, mais ainda, aos espirituais.
Se olhássemos hoje para a lápide do nosso caixão, o que gostaríamos de ver registrado nela como o grande feito e/ou as coisas que verdadeiramente valeram à pena e deram significado a nossa vida aqui na Terra? Como queremos deixar nossa história registrada nas mentes e nos corações das pessoas que apenas esbarraram ou mesmo que caminharam conosco até o nosso último suspiro?
Portanto, não nos esqueçamos que os planos materiais são apenas uma parte do projeto humano, sendo que muito provavelmente seja a parcela menos importante, quando confrontada com o plano das relações afetivas e do estado de espírito que conquistamos durante essa jornada que tem início mediante o milagroso ato do advento à vida, contudo, um meio e um fim que dependem diretamente de nossas escolhas e atitudes.
“O homem é o arquiteto de seu próprio destino.” Em latim: “suae quisque fortuna faber est.”
Não viva apenas uma parte do projeto que Deus dedicou a você; seja tudo aquilo que você pode ser, a imagem e a semelhança Dele, algo catalisador de muito amor, justiça e paz, sem negar a si próprio, a sua individualidade, naquilo que o diferencia dos outros e lhe faz único em toda trajetória humana.
Sejamos felizes! Nós nascemos para isso e disso, provavelmente, seremos cobrados assim na Terra como no Céu.
Afinal, o Jovem Mestre Nazareno foi claro em afirmar que “Ele veio ao mundo para que nós tivéssemos vida, e vida em abundância”Então, não desprezemos o sacrifício que Jesus Cristo fez por nós, não só no calvário e na cruz, mas em todo bom combate travado do início ao fim, com objetivo de, além de nos possibilitar a redenção perante a eternidade, conforme crêem os cristãos, demonstrar para todos que é possível vivermos como Ele viveu aqui na Terra, longe do mal e junto do bem, bem como em comunhão e cooperação com o próximo, de forma verdadeiramente livre, igualitária e fraterna.
Basta conhecermos a verdade e ela nos libertará!
E onde está a verdade? Arrisco-me em palpitar que a verdade está e sempre esteve dentro dos nossos corações e acessível a nossa consciência.
Corroborando com esse entendimento, uma inscrição datada de aproximadamente 500 a. C., no Oráculo de Delfos, na Grécia antiga, já nos exortava a conhecermo-nos mais completa e profundamente, para desvendarmos não só os quase insondáveis segredos de nossa existência, mas, também, do universo e, até mesmo, da divindade.
Isso porque, tal como professa boa parte das grandes religiões do mundo, cada uma a sua maneira, somos todos partes de um todo e o todo está dentro de cada um de em nós.
Paulo Lemos é advogado em Mato Grosso.

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