Servidores rejeitam proposta de Taques e colocam mais pressão no governo

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Servidores públicos em Assembleia Geral para deliberar sobre RGA. Foto: Divulgação

Servidores de Mato Grosso comandados pelo Fórum Sindical rejeitaram proposta do Palácio Paiaguás de parcelamento em 3 vezes da Revisão Geral Anual  (RGA) e colocaram mais pressão no governo Pedro Taques  (PSDB), em um momento em que o governo está em descrédito na opinião pública, diante de escutas ilegais (grampo) da cúpula da Polícia Militar (PM). Ao mesmo tempo em que deputados estaduais e prefeitos cobram repasses para a saúde pública e a oposição patrocina o impeachment do governador devido à espionagem.

A temperatura política e ânimos exaltados de servidores e autoridades devem subir ainda mais nesta terça-feira  (30/5), quando parlamentares têm sessão noturna e devem ser cobrados mais uma vez ante falta de dinheiro da gestão Taques na saúde e reposição salarial das 32 categorias de servidores, cujos líderes protagonizaram em 2016 a maior greve unificada em décadas.

Paralelamente, também nesta terça-feira, o secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, e outros colegas da equipe econômica apresentam em audiência na Assembleia Legislativa, às 9 horas, a prestação de contas sobre o desempenho da receita e arrecadação do governo Taques no primeiro quadrimestre de 2017.

No caso específico da RGA, rejeitado ontem, proposta do governo encaminhada semana passada propunha parcelar o percentual de reposição salarial, de 6,58%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor  (INPC) de 2016. A lei sobre o tema define que o governo deve repor a perda inflacionária na folha de maio. Taques propôs os percentuais de 2,15% em janeiro e abril de 2018 e de 2,14% em setembro do ano que vem.

Na mesma decisão desta segunda-feira, em Assembleia Geral, servidores marcaram paralisação de 24 horas no dia 7 de junho, com direito a passeatas pelo núcleo do poder político em Cuiabá. Com mais pressão no Palácio Paiaguás e Assembleia Legislativa.

Incapacidade política

O cenário de todos esses eventos juntos, a crítica social, a cobrança de prefeitos e parlamentares parecem testar a incapacidade de gerência política do governo Taques diante das demandas e a recessão da chamada crise política nacional desencadeada pela Operação Lava Jato.

Para ilustrar, com alguns exemplos, há exato um ano entrava em ebulição greve de servidores equivalente à atual, da qual a atual gestão saiu desacreditada. O governo moralista de plantão enfrentava corrupção em licitação de obras na Secretaria de Educação  (Seduc), com queda do então secretário Permínio Pinto (PSDB).

Como efeito das duas questões, o candidato governista, deputado Wilson Santos  (PSDB), perdeu a eleição em Cuiabá. E o governador Pedro Taques passou a ser vaiado com mais frequência em visitas ao interior.

Ainda no período desses 12 meses, o governo foi chamuscado por uma CPI das Obras da Copa do Mundo e seu relatório, cujo foco principal foi a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com desvio de recursos públicos por superfaturamento, uma herança do governo Silval Barbosa (PMDB), na qual o governo também perdeu crédito na opinião pública.

E ainda precisou brigar na Justiça. Passados 3 anos do governo Silval, 2 anos e meio de Taques e e gasto R$ 1,066 bilhão, fora o custo de manutenção, o VLT é uma lenda em Cuiabá.

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