Silval pode ser beneficiado com recurso de Nadaf

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Silval e o advogado Valber Melo na AL/Foto: Caroline De Vita-Fato e Notícia.

As novas provas apresentadas pela defesa do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf (Indústria e Comércio) podem beneficiar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O peemedebista teve negado pedido de Habeas Corpus na Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Silval pode ser beneficiado porque a apresentação de novos fatos suspendeu a apreciação do Habeas Corpus de Nadaf, que teve o julgamento redesignado para essa quarta-feira (06). Se o pedido for acatado, os efeitos da decisão podem ser estendidos ao ex-governador.

Conforme citado pelo advogado de Nadaf, Alexandre Abreu, os novos fatos se tratam de declarações feitas pelo empresário César Zílio, em delação premiada, no qual o colaborador afirma que “a compra de um terreno avaliado em R$ 13 milhões era de interesse próprio”.

Zílio teria afirmado que os cheques assinados por Nadaf eram referentes à compra de gado, ou seja, posteriores ao fato que desencadeou a operação Sodoma II, sendo essa a motivação da atual prisão do ex-secretário.

Caso a decisão da Câmara seja a determinação de medidas cautelares à Nadaf, nada impede que o Tribunal estenda os efeitos a Silval Barbosa. “Eles podem estender, porque a decisão é uma, faz parte de um mesmo processo”, avalia um dos advogados de defesa de Silval, Valber Melo. De acordo com ele, a eventual modificação tem como base o artigo 380 do Código de Processo Penal (CPP).

A defesa do ex-governador também teve acesso ao teor da delação feita por Zílio e garante que em nenhum momento o nome de Silval é apontado como o líder do esquema. “Não há ato concreto”.

Mesmo diante da possibilidade de reavaliação do recurso, Valber avaliará quais medidas serão tomadas para garantir a liberdade de Silval Barbosa.

Nessa quarta-feira, ainda será apresentado o voto do juiz Jorge Tadeu quanto ao pedido de liberdade feito pela defesa do também ex-secretário de Estado, Marcel Cursi. O adiamento se deu com um pedido de vista apresentado por Jorge Tadeu Luiz Rodrigues. Ele apegou que precisaria de mais tempo para analisar o recurso. Tadeu recentemente substituiu o desembargador Rondon Filho que se declarou suspeito em julgar processos relacionados à operação Sodoma.

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