SINOP: Prefeita alega que governo recebeu recursos e não repassou. SES assume atraso

A partir de segunda-feira, todos os partos que serão realizados em Sinop terão que ser encaminhados para cidades vizinhas

 

Ainda sem uma saída sólida para o caos que se instalou na saúde de Sinop, já que a prefeita Rosana Martinelli ainda não apresentou um parecer sobre o pedido dos vereadores que estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (12.01) com a Fundação Saúde – de arcar com um mês de custos de atendimento por meio de um contrato emergencial – os atendimentos seguem com o status de suspensos a partir de segunda-feira (15.01). De acordo com a prefeita Rosana Martinelli, a situação extrema a que chegou o atendimento da saúde de Sinop é lamentável.

“Nós tivemos o compromisso do governo de que esses repasses seriam feitos, mas como estamos vendo, isso não aconteceu. Eu vou na próxima segunda-feira a Cuiabá falar com o governador e mais uma vez cobrar que a situação seja resolvida”, explicou.

Segundo a vereadora líder da prefeita, Professora Branca, a prefeitura de Sinop não tem condições jurídicas de assumir os custos que são de responsabilidade do estado, “A prefeita, junto com o jurídico do município, tentou de diversas formas encontrar uma solução, mas foi constatada a inviabilidade de arcar com a despesa”, disse a parlamentar, ainda lembrando que os partos terão que ser transferidos para municípios vizinhos.

Ela ainda ressaltou que o Ministério da Saúde está com os repasses em dia junto ao governo, “Esses recursos são do município de Sinop, têm que chegar a nós”, finalizou.

 

Suspensão de atendimento

De acordo com a Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, a decisão tomada pelo Conselho Diretor, que é quem administra o Hospital Santo Antônio, é baseada no atraso de repasses para com a instituição. O montante da dívida com internações regulares chega à cifra de R$9,4 milhões.

O último repasse, ou seja, pagamento que o Governo efetuou, foi do mês de julho de 2017 totalizando, assim, cinco meses e meio de atraso, haja vista que o repasse de julho não foi feito em sua integralidade, de acordo com a Fundação.

Outras tentativas de negociação já foram feitas com o Governo, todas sem sucesso. O ofício protocolizado em 27 de junho de 2017 (protocolo nº 584210/2017) informou, caso não houvesse a regularização dos pagamentos, a possível paralisação dos serviços. A notificação extrajudicial (protocolo 621.826/2017), protocolizada em 17 de novembro de 2017, não foi respondida pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

O Conselho Diretor alega que a inadimplência do Governo tem comprometido a estrutura de atendimento aos pacientes do SUS, pois médicos têm abandonado a instituição para procurar outras formas de subsistência. O déficit no orçamento da instituição dado à inadimplência do Estado também começa a afetar as famílias dos colaboradores, pois a Fundação já começa a encontrar dificuldade de honrar com o pagamento dos salários.

RESPOSTA DO GOVERNO

REPASSE AO HOSPITAL SANTO ANTÔNIO

Três processos referentes aos serviços executados pelo Hospital Santo Antônio, de Sinop, dos meses de agosto, setembro e outubro, estão no setor de contratualização da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e seguirão para o financeiro para fazer a liquidação. O último valor pago foi o de julho no valor de R$ 1,701 milhão. Em média cada processo leva dois meses para ser liquidado, já que é pago por produção, e a documentação, que inclui a nota fiscal pelos serviços, passa primeiro pelo setor de controle e avaliação da SES e depois pelo parecer jurídico e pela contratualização.

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA