SINOP: Vereadores pedem prazo mas Fundação confirma suspensão de atendimento pelo SUS

Serão suspensos os atendimentos de obstetrícia, nefrologia, oncologia, UTI adulto e neonatal. Comissão pede que Prefeitura arque ao menos com um mês de custos

A partir de segunda-feira (15.12), o Hospital Santo Antônio não atendará mais pacientes pelo Sistema Único de Saúde, mesmo com o pedido de vereadores que estiveram em reunião nesta manhã com a direção da instituição. Os parlamentares solicitaram à diretoria mais um prazo para avaliar as possibilidades de manutenção do atendimento mas, de acordo com o superintendente da fundação, Wellington Randall Arantes, não há mais condições financeiras de manter o atendimento.

“O último repasse, ou seja, o pagamento que o Governo efetuou, foi do mês de julho de 2017. totalizando, assim, cinco meses e meio de atraso, haja vista que o repasse de julho não foi feito em sua integralidade. O estado foi notificado sobre a suspensão no mês 10/2017”, explicou.

Pouco antes do fim da reunião, a vereadora líder da prefeita na Câmara, Professora Branca, e o vereador Joacyr Testa, se retiraram para uma reunião de emergência com a prefeita Rosana Martinelli, para avaliar a possibilidade de uma transferência de responsabilidade, que envolveria o pagamento por parte da prefeitura de ao menos um mês das custas da Fundação – uma saída discutida durante o encontro para a manutenção parcial dos atendimentos.

De acordo com o vereador Adenilson Rocha (PSDB), apesar de a responsabilidade do pagamento ser do Governo do Estado, a gestão municipal teria condições técnicas de fazer esse repasse para que a população não fique sem o atendimento.

“Seria feito um contrato temporário para o atendimento ao menos da obstetrícia, mas estamos esperando a resposta da gestão. Além disso, nós (os vereadores), estamos entrando em contato com os deputados para que eles intercedam junto ao governo e consigam que os repasses sejam feitos”, explicou.

Estiveram presentes na reunião os vereadores Dilmair Callegaro (PSDB), Professora Branca (PR), Joacyr Testa (PDT), Maria José da Saúde (PMDB), Adenilson Rocha (PSDB), Ícaro Frâncio Severo (PSDB) e Hedivaldo Costa (PR).

 

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