Suspeitos de assassinarem 9 pessoas na chacina de Colniza são identificados e presos

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Chacina em Colniza assustou população local pela barbárie. Foto: Divulgação

A força-tarefa formada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com objetivo de esclarecer o massacre que resultou na morte de nove pessoas no assentamento localizado na Gleba Taquaruçú do Norte, a 250 km do município de Colniza (1.065 Km a Noroeste de Cuiabá) prendeu dois suspeitos e identificou outro, que ainda não foi localizado.

O mandante das mortes também já foi identificado, mas também está foragido. Contudo, de acordo com informações da Sesp, ele negocia por meio de um advogado, sua rendição nos próximos dias.

A força-tarefa foi montada para trabalhar no caso logo após o ocorrido, já que o caso chocou o país em função das brutalidades das mortes.

Ao todo, 32 profissionais participaram da ação, sendo 19 policiais militares, quatro policiais civis, três bombeiros militares, quatro peritos e dois pilotos do Cioaper. Ainda foram utilizados seis carros da Polícia Militar e Civil, cinco caminhonetes emprestadas, um avião, dois barcos e uma motocicleta.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, vai dar novos esclarecimentos sobre o caso em entrevista coletiva nesta terça-feira (2). Vão fazer parte da entrevista o delegado regional de Juína, José Carlos de Almeida Junior, o delegado municipal de Colniza, Edson Pick, o delegado da DHPP, Marcelo Miranda, e o comandante regional da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel Eduardo Henrique de Souza, entre outros representantes da segurança pública no Estado.

O massacre

A chacina ocorreu perto do distrito de Guariba, em uma área de mata fechada denominada Taquaruçú do Norte. Os nove corpos foram resgatados no dia 21 de abril, no fim do dia, e o transporte até Colniza foi feito entre a madrugada e a manhã do dia 22.

O crime aconteceu no dia 19 e segundo as investigações e informações da polícia, as vítimas receberam tiros de calibre 12 e golpes de facão, além de serem amarradas e torturadas por homens que invadiram seus acampamentos encapuzados.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), há mais de dez anos os conflitos fundiários são comuns no local, onde já ocorreram outros assassinatos e agressões.

A CPT informou que investigações policiais feitas nos últimos anos apontaram que “os gerentes das fazendas na região comandavam uma rede de capangas, altamente armados, que usavam do terror para que a área fosse desocupada pelos pequenos produtores”.

Diversos corpos foram encontrados como prova do massacre. Foto: Divulgação

Em 2014, o Presidente da Associação de Produtores Rurais Nova União, Josias Paulino de Castro, 54 anos, e sua mulher, Ireni da Silva Castro, 35 anos, foram assassinados. Os corpos foram encontrados crivados de tiros de arma de fogo 9 mm, que é de uso restrito.

A Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri), em nota, lamentou “o agravamento do clima de tensão na região”, e cobrou providências das autoridades responsáveis.

Até o presente momento, o assassinato do casal em 2014 não foi solucionado, o que preocupa a entidade. A Federação cobra apuração dos fatos e a severa punição aos responsáveis pelos crimes, para evitar que outros casos ocorram em outras regiões do estado.

Lista dos Identificados

Dos nove mortos, sete vítimas são de Rondônia, uma de Mato Grosso e uma de Alagoas, todos homens e adultos. Uma das vítimas era pastor evangélico da igreja Assembleia de Deus. Segue a lista:

– Fábio Rodrigues dos Santos, 37 anos
– Izaul Brito dos Santos, 50 anos
– Ezequias Santos de Oliveira, 26 anos
– Samuel Antônio da Cunh, 23 anos
– Francisco Chaves da Silva, 56 anos
– Sebastião Ferreira de Souza, 57 anos (pastor)
– Aldo Aparecido Carlini, 50 anos
– Edson Alves Antunes, 32 anos
– Valmir Rangeu do Nascimento, 55 anos⁠⁠⁠⁠

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