Uma hora quebra!

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Paulo Lemos/Arquivo pessoal.

O que falar de Temer ser absolvido pelo voto minerva do seu amigo ministro Gilmar Mendes no TSE, sendo que logo após se encontraram para confraternizar, num evento fora da agenda oficial da Presidência, com a desculpa de se reunirem para debater “reforma política”? Hum!

E sobre Aécio que foi reconduzido para o mandato de senador pelo ministro Marco Aurélio do STF, que fez questão de inoportunamente registrar sua admiração pela trajetória do mineiro, revelando indevida parcialidade em sua decisão, ante o uso de argumentos não jurídicos, e, sim, de ordem passional, a despeito de todas as provas, como a própria fala do referido senador ao telefone gravada, fazendo negociatas sem qualquer constrangimento?

Afora o homem da mala preta, liberado da prisão mesmo depois de ter sido monitorado e preso praticamente em flagrante pela Polícia Federal.

Lula e Dilma, ou qualquer outro nome do PT, teria toda essa benevolência por parte do Judiciário?

Tem sido feito justiça do mesmo jeito para todos, ou com pesos diferentes, a depender do grupo político e econômico, ou do sobrenome inscrito na capa do processo?

Isso é republicano? É democrático? É justo?

Olhe o caso dos helicópteros cheios de cocaína, com prisão no máximo dos pilotos, mantendo intocáveis os donos, enquanto milhares de jovens mofam nas cadeias Brasil afora por supostos furtos simples ou por portar alguns gramas de maconha, sendo tratados como bandidos de alta periculosidade e traficantes hediondos.

Está ficando cada vez mais insustentável tanta hipocrisia e baderna na casa grande, enquanto sofremos as consequências na senzala.

O santo é de barro… Uma hora quebra!

Paulo Lemos é advogado em Mato Grosso.

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