As despesas dos senadores em 2025 somaram R$ 52 milhões. As maiores foram com passagens aéreas (R$ 12 milhões), locomoção (R$ 9 milhões), contratação de serviços de apoio (R$7,7 milhões), divulgação do mandato (R$ 7 milhões) e viagens (R$ 6,3 milhões). Parte dos serviços de apoio são, na verdade, divulgação do mandato – que garante a reeleição do senador.
Na divisão por partidos, lideraram o ranking o PSD, com R$ 8,6 milhões; o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, com R$ 8,5 milhões; o Republicanos, com R$ 7,3 milhões; e o PT do presidente Lula, com R$ 6,6 milhões. Os senadores que mais gastaram em 2025 foram Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jorge Seif (PL-SC), com (R$ 1,17 mil milhão cada um.
A “locomoção” abrande viagens com hospedagem, alimentação e combustível, mais aluguel de veículos. Os senadores alugam carrões para percorrer as suas bases eleitorais. O modelo mais sofisticado é o Toyota Diamond. A maior parte das despesas está nas Cotas para o Exercício da Atividade Parlamentar – o Cotão: R$ 34,5 milhões. Mas há outros serviços, como Correios, combustível, cotas para impulsionamento em mídias sociais e materiais de escritório, no valor total de R$ 5 milhões. As mídias sociais também ajudam na reeleição.
Os campeões
Nelsinho Trad gastou R$ 539 mil do Cotão, sendo R$ 295 mil para divulgação da atividade parlamentar e R$ 135 mil na contratação de serviços de apoio ao parlamentar. Torrou mais R$ 162 mil com passagens aéreas nacionais, R$ 69 mil com correios, R$ 28,7 com impulsionamento em mídias sociais e R$ 11,6 mil em consumo de materiais. Nas viagens internacionais gastou mais R$ 180 mil com passagens e R$ 183 mil com diárias.
Jorge Seif gastou R$ 532 mil com despesas do “Cotão”, sendo R$ 259 com divulgação do mandato. Gastou ainda R$ 141 mil com despesas como correios, impulsionamento em mídias passagens nacionais. Mas as despesas mais pesadas vieram com as viagens internacionais em “missões oficiais”. Foram R$ 188,7 mil com diárias e R$ 310,6 mil com passagens – num total de R$ 499 mil.
As extravagâncias dos senadores
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão no Congresso, costumava torrar o dinheiro do contribuinte com jantares sofisticados e caros. Em 2025, mudou a gastança. Ele gastou R$ 118 mil com o aluguel de caminhonetes Toyota Diamond SW4 Turbo com 7 lugares para deslocamentos no estado. Cada locação ficou em torno de R$ 15 mil. Mas encontrou outra forma de gastar o dinheiro público: torrou R$ 177 mil com combustível para aviões, nos deslocamentos nos estados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) gastou R$ 302 mil com divulgação da sua atividade parlamentar – o que representa 80% do total da sua cota. A empresa Nagib Comunicação e Marketing recebeu R$ 275 mil.
Líderes da gastança justificam viagem
O gabinete de Jorge Seif afirmou ao blog que “todas as missões cumpridas pelo senador, no exercício do seu mandato, são autorizadas pelo Senado e que a casa as considera de suma importância. O senador trabalha incansavelmente pelo povo de Santa Catarina e para o Brasil. Suas missões oficiais sempre são amplamente divulgadas, tal como o seu resultado, consideradas positivas para Santa Catarina e para o Brasil. Não há, portanto, qualquer tipo de divergência que macule qualquer de suas missões realizadas em prol de melhorias buscadas ao povo”.
O gabinete do senador Nelsinho Trad afirmou que “as missões internacionais integram a estratégia de inserção global e fortalecimento da política externa do senador, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal e, até este ano 2025, chefe da delegação brasileira no Parlamento do Mercosul. Com foco no Mato Grosso do Sul e na ampliação das oportunidades de investimento para o Brasil, o senador conduziu tratativas com parlamentares norte-americanos que contribuíram para a aprovação, no Senado dos Estados Unidos, de projeto que reduz barreiras tarifárias contra produtos brasileiros”.
“No Parlamento do Mercosul (Parlasul), o senador trabalhou para conclusão do Acordo Mercosul–União Europeia, considerado estratégico ao crescimento das exportações brasileiras. Em missão oficial a Estrasburgo, defendeu o agronegócio e o fortalecimento das relações comerciais com o bloco europeu”.











