Na noite de terça-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que dificulta investigações e processos contra parlamentares. Um dos pontos mais polêmicos da proposta era a previsão de votação secreta para autorizar processos contra deputados e senadores. No entanto, durante a votação em destaque, cinco deputados do PL se posicionaram contra essa medida, incluindo Miguel Lombardi.
O que é a PEC da Blindagem?
A PEC da Blindagem altera a Constituição para exigir autorização prévia da Câmara ou do Senado para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa processar ou prender parlamentares, mesmo em casos de flagrante de crime inafiançável. Além disso, a proposta prevê que a votação para autorizar tais ações seja secreta, o que gerou críticas por possíveis riscos de impunidade.
A posição de Miguel Lombardi
Apesar de a bancada do PL ter orientado voto favorável à PEC, Miguel Lombardi se destacou ao votar contra a manutenção do voto secreto. Ele, junto com outros quatro colegas de partido — Caroline de Toni (SC), Daniel Agrobom (GO), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP) e Rosana Valle (SP) — ajudou a derrubar esse trecho da proposta. A votação secreta foi rejeitada por apenas 12 votos de diferença: 296 a favor e 174 contra, quando eram necessários 308 votos para mantê-la.
O impacto da decisão
A atuação de Lombardi foi significativa, pois a remoção do voto secreto tornou a votação mais transparente, permitindo que a sociedade soubesse como cada parlamentar se posicionou. Essa mudança foi vista por muitos como um avanço na busca por maior responsabilidade e clareza nas decisões legislativas.
Sobre Miguel Lombardi
Natural de Limeira, Miguel Lombardi iniciou sua carreira política como vereador e, desde 2014, é deputado federal pelo PL. Conhecido por sua atuação em defesa do interior paulista, especialmente em áreas como saúde e infraestrutura, Lombardi tem se destacado por suas posições firmes e independentes dentro do Congresso.











