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    PV repudia e ameaça expulsão de deputados que votaram contra prisão de Brazão

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    O Partido Verde divulgou nesta quinta-feira (11) uma nota de repúdio contra os deputados federais Jadyel Alencar (PI) e Luciano Amaral (AL). Os dois votaram contra a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, apontado como um suspeitos no assassinato da vereadora Marielle Franco.

    Na nota, o partido informa que “os dois deputados já haviam requisitado o afastamento do PV e que já receberam as Cartas de Anuência para a desfiliação partidária, assinadas pela Presidência Nacional, Secretaria Nacional de Assuntos Jurídicos e por representantes dos diretórios estaduais”.

    Segundo o partido, a carta de afastamento do deputado Jadyel foi assinada em 6 de março de 2024 e a de Luciano, no dia 26 de fevereiro deste ano.

    “O PV não entende o motivo de esses parlamentares ainda não terem se desligado do partido e solicita que o façam imediatamente. Caso não se desliguem, imediatamente, optaremos pela expulsão”, escreveu o presidente nacional do PV, José Luiz Penna.

    Em um vídeo publicados nas redes sociais, o deputado Jadyel disse que “jamais votou contra a punição ou a prisão dos acusados no caso da Marielle”. “Eu votei contra o que fizeram com a Constituição Federal, maneira com o que o STF, com todo respeito que tenho a instituição, conduziu a prisão do deputado federal Brazão. Ele deveria ser preso, ele deve ser preso, julgado, condenado, no dia que o processo de cassação chegar nessa casa, votarei pela cassação dele. Sou a favor da prisão, mas de maneira legal e não rasgando a constituição brasileira”, disse o parlamentar.

    A Gazeta do Povo tentou contato com os deputados Jadyel e Luciano para repercutir o assunto, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto para atualização.

    Votação pela manutenção da prisão

    A Câmara dos Deputados aprovou a manutenção da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), com o placar de 277 votos favoráveis, 129 contrários e 28 abstenções.

    O advogado Cleber Lopes, que representa o deputado, criticou a condução do caso e ressaltou que um parlamentar só pode ser preso em flagrante delito por crime inafiançável. Ele pediu que os parlamentares declarassem a ilegalidade da prisão de Brazão. Para a defesa, “não há estado de flagrante” neste caso, por isso Brazão não deveria ter sido detido.



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