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    Verônica Ferriani se abre sobre o papel de mulher e mãe em novo álbum duplo – Augusto Diniz

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    Cochicho no Silêncio Vira Barulho, Irmã é o quinto disco solo de Verônica Ferriani. Nesse novo trabalho, em formato de álbum duplo, há 20 canções, 17 delas composições próprias.

    “Esse disco nasceu muito do desejo de trazer a mulher para o protagonismo dentro da música. A música parece um lugar mais igualitário, mas não é verdade”, afirma a cantora e compositora a CartaCapital. “A gente está bastante atrasada nessa questão de trazer protagonismo feminino e de olhar as mulheres ocupando essa posição de destaque.”

    O disco, produzido pela própria cantora, traz participações de diversas mulheres, como Áurea Martins, Alessandra Leão, Anaïs Sylla, Flávia Maia, Mairah Rocha, Assucena, Mônica Salmaso, Flaira Ferro, Lurdez da Luz e Giana Viscardi, além de instrumentistas como Nilze Carvalho e Lívia Mattos.

    Com letras incisivas a partir do olhar feminino sobre o mundo, o álbum tem um peso melódico e harmônico. Trata-se de um disco bem cuidado e forte.

    Verônica ressalta não ser um álbum de luta feminista, mas de diálogo e de conversa coletiva. “Não queria uma rigidez, mas endossar meu ponto de falar sobre mulheres tendo ao meu lado mulheres.”

    A cantora teve duas filhas nos últimos quatro anos, além de sua mãe ter adoecido nesse período. “O disco tem um lado muito pessoal para falar sobre mulheres”, explica. “O impacto disso foi muito grande dentro de mim, a respeito dessas construções sociais que organizam papeis separados e diferentes, e criam expectativas das pessoas a partir de seus gêneros.”

    O álbum aborda questões maternais de forma densa. Segundo ela, “existe uma invisibilidade muito grande dentro do trabalho maternal”. Verônica se lembra de que chegou a compor algumas canções enquanto se dedicava ao cuidado das filhas.

    “Penso em várias situações dentro do disco que abarcam a maternidade não só na minha própria vivência, mas na situação dessa mulher que teve um filho sem imaginar o que seria esse impacto.”

    De seus quatro discos solo lançados anteriormente, dois são autorais, os quais ela considera confessionais, mas com certo distanciamento de temas mais agudos.

    “Fui sempre considerada uma cantora que agrada. O posicionamento pode incomodar, mas ele também vincula, marca muito mais, a gente troca muito mais”, avalia. “Essa troca estava me interessando. Uma troca mais verdadeira, honesta.”

    “Eu me apropriei mais do meu fazer artístico. Eu tenho mais coragem hoje do que já tive antes de me abrir, de me posicionar. Os tempos mudaram. Até poderia me esconder disso, mas não seria muito o que eu sinto. Me sinto mais madura para escolher caminhos.”

    Assista à entrevista de Verônica Ferriani a CartaCapital:

    



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