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    Mpox não é a “nova Covid”, afirma porta-voz da OMS; o que se sabe sobre a doença?

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    Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta terça-feira (20), que o vírus mpox, também conhecida como “varíola dos macacos”, independentemente da cepa, não é comparável à Covid-19, pois os métodos de controle e prevenção já são conhecidos.

    + Mpox: o que se sabe até agora sobre doença considerada emergência global pela OMS

    “A Mpox não é a nova covid independentemente de ser o clado I do mpox, responsável pelo surto em andamento no centro-leste da África, ou o clado II do mpox, responsável pelo surto de 2022 que inicialmente impactou a Europa — e continua a circular na Europa desde então.”, informou Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa

    Uma nova variante do vírus causador da doença, a Clado 1b, foi identificada pela OMS este ano. Ela foi detectada originalmente na República Democrática do Congo (RDC), mas já há casos registrados em Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda, todos na África. Uma caso também foi confirmado na Suécia.

    + Ministra da Saúde diz que não há motivos para alarme sobre casos de mpox

    Kluge afirmou que a resposta global à mpox, infecção viral com sintomas como lesões cutâneas e sintomas gripais, será um teste importante para a saúde pública global e enfatizou a importância de sistemas eficazes para controlar e eliminar a mpox, mencionando a necessidade de evitar ciclos de “pânico e negligência”.

    Mpox como emergência sanitária global

    A Mpox é considerada emergência global pela Organização Mundial da Saúde desde a última quarta-feira (14). De janeiro de 2022 a junho de 2024, foram contabilizadas 209 mortes pela doença, entre 99.176 casos confirmados, em 116 países. No Brasil, foram 709 casos confirmados apenas em 2024.

    A OMS decretou emergência sanitária global da doença após reunião virtual para avaliar o ressurgimento da epidemia da doença na África e o risco de sua disseminação internacional. É a primeira vez desde o fim da pandemia da Covid-19 que a entidade emite seu mais alto nível de alerta.

    A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, com pessoas infectadas pelo vírus e com materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

    Por que a nova cepa de mpox é mais perigosa?

    Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a nova variante 1b do mpox tem uma taxa de letalidade alarmante de mais de 10% entre crianças pequenas na África Central. Em contraste, a variante 2b, responsável pela epidemia global de mpox em 2022, apresentava uma taxa de letalidade abaixo de 1%.

    Ainda de acordo com a entidade, a República Democrática do Congo enfrenta, desde 2022, um surto da doença e a intensa transmissão do vírus entre humanos levou a uma mutação até então desconhecida.

    Segundo Vanderson Sampaio, pesquisador científico do Instituto Todos pela Saúde, mesmo que a nova mpx tenha maior potencial de transmissão, a forma com que é transmitida não mudou: continua sendo pelo contato com a pele de pessoas que estão contaminadas.

    Ainda que a doença seja transmitida, principalmente, entre homens, há evidências de que a infecção em mulheres grávidas pode causar sérios impactos ao feto, de acordo com a líder técnica sobre mpox do Programa de Emergências Globais da OMS, Rosamund Lewis.

    Tem vacina para Mpox?

    Existem, até o momento, três vacinas contra a mpox disponíveis globalmente. No entanto, apenas duas delas são recomendadas pela OMS e possuem aprovação em alguns países. Essas vacinas são a ACAM2000, produzida pela Sanofi Pasteur, e a Jynneos (também conhecida como Imvamune ou Imvanex), desenvolvida pela Bavarian Nordic. A vacina Jynneos já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023.

    O imuninzante foi oferecido para pessoas imunossuprimidas, além de profissionais de laboratório que trabalham diretamente com orthopoxvírus [pertencente à família do vírus da monkeypox] e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas com suspeitas da doença. Mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil.

    No entanto, o Brasil não planeja vacinação em massa, segundo a ministra da Saúde, ainda que esteja sendo negociada pela pasta a aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a doença.

    Uso de máscara?

    Embora o mpox seja transmitido principalmente por contato físico próximo, não há evidências de que ele se espalhe pelo ar como a Covid-19. A OMS continua vigilante para possíveis mudanças no padrão de transmissão, mas não há recomendações para o uso de máscaras no momento.

    Via SBT

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