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    STF tem 4 votos contra pedido de Bolsonaro para impedir Moraes

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    Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanharam o voto do ministro Luís Roberto Barroso contra o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para impedir Alexandre de Moraes de julgar o inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.

    O recurso do ex-presidente começou a ser julgado na manhã desta sexta (6) no plenário virtual da Corte com previsão de término na próxima sexta (13). Votaram contra o recurso, além de Barroso, os ministros Edson Fachin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Moraes, como é algo do agravo, está impedido de participar.

    “A simples alegação de que o Min. Alexandre de Moraes seria vítima dos delitos em apuração não conduz ao automático impedimento de Sua Excelência para a relatoria da causa, até mesmo porque os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de estado têm como sujeito passivo toda a coletividade, e não uma vítima individualizada”, escreveu Barroso no voto (veja na íntegra).

    Os demais ministros não apresentaram mais considerações. No julgamento em plenário virtual, eles apenas depositam o voto sem debate das alegações.

    Ainda no voto, Barroso afirmou que se o recurso fosse acolhido pela Corte, todos os órgãos do Poder Judiciário teriam algum tipo de impedimento de julgar este caso.

    “Se fosse acolhida a tese suscitada pela defesa, todos os órgãos do Poder Judiciário estariam impedidos de apurar esse tipo de criminalidade contra o Estado democrático de Direito e contra as instituições públicas”, anotou ressaltando que já havia negado um recurso semelhante em fevereiro.

    A defesa de Bolsonaro alega que Moraes possui “nítido interesse pessoal” no caso, já que a investigação aponta uma suposta tentativa de executá-lo. No entanto, Barroso enfatizou que a argumentação não apresenta justificativa clara para configurar o impedimento.

    Bolsonaro e mais 36 pessoas foram denunciadas na semana passada por envolvimento no suposto plano de golpe de Estado, que incluía ainda o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) em dezembro de 2022.

    O pedido original para o impedimento do ministro foi protocolado em fevereiro, após a primeira operação da Polícia Federal relacionada ao caso. Na ocasião, Barroso rejeitou a solicitação, decisão que foi contestada pela defesa do ex-presidente.

    Além do recurso atual, a defesa de Bolsonaro apresentou um segundo pedido de impedimento contra Moraes, reforçando os argumentos de parcialidade. Contudo, este ainda não foi analisado pelo STF.

    As informações são do site Gazeta do povo, Clique aqui

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