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    Após romper com Trump, Musk lança partido próprio nos EUA – CartaCapital

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    Semanas após romper com o presidente americano Donald Trump e deixar de assessorá-lo na Casa Branca, o bilionário e barão da tecnologia Elon Musk anunciou neste sábado 5 o lançamento de um novo partido, batizado de “America Party” – ou “Partido da América”.

    “Quando se trata de levar nosso país à falência com desperdício e corrupção, nós vivemos em um sistema unipartidário, e não numa democracia. Hoje, o Partido da América é formado para te devolver sua liberdade”, escreveu o magnata no X, rede social que pertence a ele.

    Antes de romper com Trump, Musk havia gasto centenas de milhões de dólares para apoiar a candidatura do republicano nas eleições de 2024. Vitorioso, ele assumiu no novo governo a dianteira de uma ofensiva de cortes de gastos e demissões à frente do Departamento de Eficiência Governamental (Doge).

    Racha após megapacote fiscal de Trump

    O anúncio do novo partido vem na mesma semana em que o Congresso americano aprovou um megapacote fiscal de Trump que prevê cortes de gastos nas áreas sociais e de proteção climática, menos impostos e mais despesas com defesa e controle de migração.

    As medidas devem aumentar em 3,3 trilhões de dólares (R$ 17,8 bilhões) a dívida pública americana ao longo da próxima década, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO, na sigla em inglês), órgão apartidário.

    Musk foi um dos mais estridentes críticos do projeto de lei, e prometeu criar um novo partido para se opor aos republicanos que apoiaram a medida.

    Em junho, Trump sugeriu que a reação de Musk ao projeto tinha a ver com a perda de subsídios que beneficiam a Tesla, fabricante de carros elétricos chefiada pelo bilionário.

    Ainda nesta semana, o presidente americano ameaçou cortar bilhões de dólares em subsídios federais às empresas de Musk.

    Na sexta-feira, o bilionário postou no X uma enquete perguntando a seus seguidores se eles queriam “independência do sistema bipartidário (alguns diriam unipartidário)” e obteve mais de 1,2 milhão de respostas, com mais de 60% a favor da proposta.

    Musk vai ser candidato?

    O CEO da Tesla e da SpaceX já sugeriu que não está interessado em sair candidato, nem em eleger alguém à Casa Branca.

    Em vez disso, seu “Partido da América” focaria apenas em perturbar a disputa por assentos na Câmara e no Senado, aplicando uma “força extremamente concentrada em um ponto preciso do campo de batalha”, e assim alterando o equilíbrio de forças no Congresso que dá sustentação a um presidente.

    “Uma forma de fazer isso seria focar em apenas dois ou três assentos do Senado e oito ou dez distritos da Câmara”, disse via X.

    Ao focar em eleições específicas, Musk acredita que seu “Partido da América” poderia assegurar votos decisivos para a aprovação de projetos de lei controversos.

    A abundância de dinheiro poderia ajudar o empresário a chegar lá. Partidos gastam vultosas somas para eleger candidatos – só nas eleições de 2024 à Casa Branca e ao Congresso, foram quase 16 bilhões de dólares (R$ 86,7 bilhões), segundo a ONG de monitoramento de doações de campanha OpenSecrets.

    O próprio Musk foi o maior doador das campanhas de 2023 e 2024, apostando 291 milhões (R$ 1,58 bilhão) em candidatos republicanos.

    Mas o dinheiro não é a única coisa que importa. Em abril, Musk distribuiu cheques milionários a eleitores em Wisconsin para tentar influenciar a eleição para uma vaga na Suprema Corte e perdeu mesmo assim: a vencedora foi Susan Crawford, apoiada por democratas.

    Bipartidarismo domina EUA há mais de um século

    Uma terceira via verdadeiramente competitiva poderia desafiar a dominância de mais de um século dos partidos democrata e republicano em todas as esferas de governo. Mas Musk não é o primeiro a tentar isso.

    Quem chegou mais perto até hoje foi o ex-presidente Theodore Roosevelt em 1912. Ele rompeu com o Partido Republicano e lançou candidatura no Partido Progressista, obtendo 27% dos votos do eleitorado e 88 cadeiras no colégio eleitoral.

    Em 1992, outro bilionário, Ross Perot, saiu como candidato independente à Casa Branca e teve 19% do voto popular, mas não conseguiu eleger um delegado sequer no colégio eleitoral. Mais tarde, ele acabou criando o irrelevante Partido da Reforma.

    Mesmo o Congresso americano hoje praticamente não tem membros fora dos partidos republicano e democrata. A exceção são dois senadores independentes, de um total de 100 assentos.

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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