No primeiro trimestre de 2025, os valores recebidos por trabalhadores do Centro-Oeste em vale-refeição e vale-alimentação duraram, em média, 10 dias do mês.
O dado, apurado pela plataforma de gestão Flash, está abaixo da média nacional, que é de 11 dias.
A pesquisa leva em conta transações realizadas com os benefícios em restaurantes e supermercados. O levantamento revela as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da região para manter o poder de compra diante do custo elevado de itens básicos.
Supermercado consome mais
Segundo os dados, o gasto médio por compra em supermercados na região foi de R$ 105,43. O valor está acima da média brasileira, que ficou em R$ 102,59.
O Centro-Oeste aparece como a terceira região com maior gasto nesse tipo de estabelecimento, atrás do Nordeste (R$ 110,24) e do Norte (R$ 109,93).
A comparação reforça o peso dos alimentos e produtos de higiene no orçamento mensal, especialmente quando pagos com os benefícios recebidos pelas empresas.
Refeições fora de casa custam menos
Quando o foco é o consumo em restaurantes, o Centro-Oeste apresenta uma média inferior à nacional. O valor médio por transação na região foi de R$ 48,34.
No país, a média ficou em R$ 50,58. Essa diferença pode indicar menor frequência de refeições fora de casa ou preços mais baixos em determinados polos urbanos da região.
Mesmo assim, a soma dos gastos nos dois segmentos não tem sido suficiente para manter o saldo do vale até o fim do mês.
Para Gabriel Kurimori, diretor-geral da unidade de negócios de Benefícios da Flash, a flexibilidade na aplicação dos valores é um dos caminhos para melhorar o aproveitamento dos saldos. “O vale-alimentação e o vale-refeição juntos oferecem liberdade para o trabalhador montar a estratégia que funciona melhor para ele — alternando entre compras em supermercados e refeições fora de casa — e, com isso, conseguir ampliar o tempo de uso do saldo ao longo do mês”, explica.
Custo regional pesa no bolso
A análise reforça a influência de fatores regionais no desempenho dos benefícios. O Centro-Oeste combina características urbanas com desafios logísticos que impactam diretamente no preço dos alimentos. Esse contexto aumenta a pressão sobre o orçamento dos trabalhadores que dependem dos valores mensais para cobrir as despesas com alimentação.











