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Maior versador do Rio, Mosquito lança seu 2° álbum com autoridade no samba – CartaCapital

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Pesquise no Google “Mosquito versando” e não se arrependerá: você ouvirá o maior improvisador de samba no Rio de Janeiro.

“Sou um adorador das palavras”, resume. Pedro Assad, mais conhecido como Mosquito, tem a habilidade de manusear as palavras com criatividade e refinamento.

Em seu segundo álbum, não faz apenas versação, mas canta dez músicas de samba com a autoridade de quem ainda tem muito espaço para crescer no gênero.

Quinhão, segundo ele, é um disco mais maduro em comparação com Ô Sorte (2015). “O primeiro era minha experiência no disco solo. As músicas estavam só na minha cabeça e foram direto para gravação. No segundo, já tocava nas rodas de samba.”

Mosquito apresenta um belo disco de samba com sete composições em parceria e três de outros compositores, como Desistiu de mim (Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carminho e Cezar Mendes).

O sambista faz bom uso das palavras em suas composições, com destaque para Caranguejeiro (com Leandro Fregonezi), ressaltando seu trabalho como grande partideiro. Também merecem distinção a faixa-título (com Elvis Marlon), Rabo de Arraia e Vegetariando (ambas dele).

“Tinha vontade de fazer um disco, mas não era um desespero. Esperei a hora certa. Melhorei a minha musicalidade”, diz Mosquito sobre o intervalo de dez anos entre os álbuns.

Com talento de sobra, ele deveria ocupar um espaço maior no samba tradicional. “Entendo e respeito os processos”, responde quando questionado se poderia ter mais reconhecimento no meio.

“Gostaria que a vida fosse mais simples, só de lançar discos, porque tenho muitas músicas na gaveta. Sou um cara da rua, não fico na internet. Se tivesse me dedicado ao sucesso, talvez nem tivesse evoluído como sambista”, afirma. “Agora é hora de ter uma regularidade.”

Mosquito vive da música. No bar Beco do Rato, na Lapa, ele executa há dez anos, às quintas-feiras, o projeto Encontros Casuais, com Inácio Rios, filho do mestre Zé Katimba. Inácio, aliás, participa de Quinhão, na música Banho Maria (Inácio Rios e Galvão Filho).

Entre os artistas que mais ouve estão dois grandes nomes ligados à essência da música brasileira: Xangai, trovador e um dos melhores representantes da musicalidade do sertão do Nordeste, e João Bosco, violonista de ponta, autor de obras-primas e dono de uma habilidade rítmica refinada.

Mosquito diz que seu compromisso é com o samba, algo de que ele não abre mão. Quinhão reforça isso e confirma que chegou a hora de Pedro Assad começar a ser aclamado pelo público.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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