A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo realizam, nesta quinta-feira (12/2), operação contra empresas de uma organização criminosa chinesa que atua na distribuição de produtos eletrônicos da capital paulista para o restante do país.
Segundo as autoridades, a quadrilha usava um sistema para desviar dinheiro e ocultar receitas do esquema. Os produtos eletrônicos eram vendidos por uma plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada. As notas fiscais eram emitidas por outras firmas.
Em sete meses, o esquema movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão. A operação cumpre 20 mandados de busca e 3 de prisões em São Paulo e em Santa Catarina.
PCC era laranja de esquema
A quadrilha chinesa alvo da megaoperação desta quinta usava membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) como laranjas.
De acordo com as autoridades, o grupo usava pessoas com histórico ligado a facções criminosas, que atuavam como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor. “O uso destas figuras visava a blindagem patrimonial”, apontou a investigação.
Esquema bilionário
- A apuração do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apontou que a quadrilha usava um sistema complexo de desvio de dinheiro para ocultar receitas das vendas de produtos eletrônicos.
- O comércio acontecia pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionadas para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem, enquanto as notas fiscais eram emitidas por firmas terceiras.
- Em sete meses, o grupo criminoso movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão.
A operação, chamada de Dark Trader, contou com a participação de 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça. A ação policial cumpre 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em São Paulo e Santa Catarina.
Além disso, o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão, estando entre os bens identificados e bloqueados ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, carros de luxo e dezenas de contas bancárias em nome de laranjas.
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 36 bilhões e a investigação de 32 pessoas – sendo 18 físicas e 14 jurídicas – e 36 contas bancárias.









