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Como a dislexia ajudou atriz de Piratas do Caribe e Black Doves em sua carreira? · Notícias da TV

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Aniversariante desta quarta-feira (26), Keira Knightley foi diagnosticada com dislexia aos seis anos de idade. Agora, aos 40, a atriz de Piratas do Caribe e Black Doves viu sua carreira deslanchar graças à sua disfunção neurológica. Ela ingressou na indústria cinematográfica em busca de um estímulo.

Keira Knightley construiu uma carreira invejável. Além de protagonizar a franquia Piratas do Caribe, a atriz britânica atuou em O Jogo da Imitação (2014), Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999) e Orgulho e Preconceito (2005). Este último, inclusive, a colocou nos holofotes de Hollywood ao render sua primeira indicação ao Oscar.

Na ocasião, Keira fez história como a terceira atriz mais jovem a ser nomeada para a principal premiação da indústria. Aos 20 anos, perdeu a estatueta para Reese Witherspoon, por Johnny & June (2005).

A atriz iniciou sua carreira ainda na infância. Em entrevista ao canal Made by Dyslexia, a intérprete de Elizabeth Swann contou sua trajetória e creditou sua dislexia como fator fundamental em sua escolha profissional.

Estava numa excelente escola primária pública, e meu irmão mais velho já tinha estudado lá. Ele já havia sido diagnosticado com dislexia, então os professores já tinham experiência com isso. Eles disseram aos meus pais: ‘Vocês precisam encontrar uma motivação para a Keira’. 

Desde pequena, ela já sonhava em ser atriz. E, para sua sorte, teve apoio tanto da escola quanto da família. “Meu diretor, um homem brilhante chamado David Cooper, disse à minha mãe: ‘Se ela quer atuar, então deixe que atue, mas só se as notas dela se mantiverem ou melhorarem. Se ela cair em alguma nota, você tira o estímulo’.”, lembrou.

Foi assim que Keira entrou para o mundo das séries e filmes. Aos seis anos, participou de comerciais e fez pequenos papéis em produções televisivas. Sua primeira grande oportunidade veio aos oito anos, na série de antologia Screen One (1985–2002). A atriz afirmou que o diagnóstico precoce foi essencial para seu sucesso.

“Tive muita sorte de minha dislexia ter sido diagnosticada quando eu tinha seis anos. Esse diagnóstico precoce foi fundamental para tudo. Acho que, por causa da minha dislexia, sempre tive uma ética de trabalho muito forte.”

“É vital que os professores sejam treinados para entender a dislexia e saber como identificar e lidar com crianças disléxicas. Isso é absolutamente essencial. O mundo está mudando, e a imaginação é a chave para tudo”, completou a atriz.

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