LIMEIRA – A greve dos servidores municipais de Limeira chegou ao seu terceiro dia sem qualquer resposta da administração do prefeito Murilo Félix sobre a convocação de uma mesa de negociação. Apesar do silêncio do governo, a categoria permaneceu mobilizada em frente à Prefeitura Municipal e, em assembleia conjunta com a Apeoesp e o Sinde-guarda, aprovou uma contraproposta construída coletivamente.

Os servidores questionam a justificativa da Prefeitura sobre dificuldades financeiras, argumentando que os dados demonstram que os gastos com a folha de pagamento estão bem abaixo do limite constitucional. Diante desse cenário, a categoria propôs uma série de reivindicações, incluindo:
- Revogação da suspensão do reajuste de 85% dos agentes políticos do Executivo, incluindo o salário do prefeito, até que a situação financeira do município esteja normalizada;
- Aplicação imediata de 5,6% de dissídio a partir de 1º de março de 2025;
- Reajuste de 6,27% para o Piso Nacional do Magistério, com pagamento retroativo no início do segundo semestre;
- Vale-alimentação de R$ 850,00 para todos os servidores de imediato, com aumento para R$ 1.000,00 no Dia do Servidor Público;
- Reposição de 3% nos salários em julho, garantindo as perdas salariais geradas pelo aumento da alíquota previdenciária, conforme promessa de campanha do prefeito.
Os sindicatos reforçaram que a categoria segue aberta ao diálogo, mas não aceitará mais justificativas vazias para o que classificam como descaso com os servidores.
Diante da falta de resposta da administração, uma nova assembleia foi realizada entre o Sindicato dos Servidores Públicos de Limeira (SINDSEL), a Apeoesp e o Sinde-guarda, resultando na decisão de manter o movimento grevista na próxima semana em frente à Prefeitura. Caso a administração aprove a proposta protocolada, a categoria acordou que a greve será encerrada imediatamente.
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