A greve dos servidores municipais de Limeira chega ao quarto dia com acusações graves contra a administração do prefeito Murilo Félix. Durante um ato realizado nesta segunda-feira (31) no Paço Municipal, trabalhadores citaram que o vice-prefeito e membros do gabinete estariam vistoriando livros de ponto e determinando que faltas fossem registradas para os grevistas, mesmo sem negociação em curso. A categoria considera a prática um caso claro de assédio moral e uma tentativa de intimidação.
A mobilização ganhou ainda mais força com a adesão massiva dos Agentes de Desenvolvimento Educacional (ADEs), o maior grupo dentro da carreira do Magistério. Além disso, equipes do comando de greve percorreram os locais de trabalho para conscientizar os servidores sobre os direitos da paralisação e relataram um clima de tensão crescente devido às pressões do Executivo.
Após o protesto no Paço Municipal, os servidores realizaram uma assembleia e decidiram manter a greve nesta terça-feira (1º). Também foi aprovada uma manifestação na Câmara Municipal, prevista para as 17h30, como forma de aumentar a pressão sobre o governo local.

Para reforçar a exigência de negociação, os trabalhadores protocolaram um ofício cobrando a reabertura da mesa de diálogo. O documento contém uma análise da Receita Corrente Líquida de Limeira, publicada no Diário Oficial em 29 de março, que aponta um crescimento de 7,6% no primeiro bimestre de 2025 em relação ao ano anterior. O dado contradiz o discurso de dificuldades financeiras utilizado pela administração e reforça o pleito da categoria por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
A tensão entre servidores e prefeitura continua a escalar, e a categoria promete endurecer as ações caso o governo municipal siga ignorando as reivindicações. A expectativa agora é pela resposta do prefeito Murilo Félix diante da pressão crescente.
Fonte: redes sociais sindicato.











