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Brasil atinge menor taxa de analfabetismo, mas 9 milhões não sabem ler e escrever – CartaCapital

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O Brasil registrou em 2024 sua menor taxa de analfabetismo na série histórica iniciada em 2016: 5,3%. Frente a 2023, houve redução de 0,1 ponto percentual, o equivalente a menos 197 mil pessoas analfabetas no País. As informações constam do módulo anual da PNAD Contínua sobre Educação, divulgado nesta sexta-feira 13 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

Ainda assim, o Brasil tem um contingente de 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais analfabetas. As taxas se tornam mais expressivas conforme o avanço da idade da população.

Os analfabetos com 60 anos ou mais somam 5,1 milhões, o que corresponde a uma taxa de 14,9% para essa faixa etária. Entre os grupos mais jovens, os índices diminuem progressivamente: 9,1% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,3% entre aquelas com 25 anos ou mais e 5,3% na população com 15 anos ou mais.

Para William Kratochwill, analista do IBGE, os dados indicam que o analfabetismo segue fortemente associado à idade. As novas gerações, destaca o especialista, têm obtido mais acesso à escolarização e à alfabetização na idade certa.

“A diferença de quase 10 pontos percentuais entre as taxas de analfabetismo dos mais jovens e as dos idosos evidencia esse caráter etário e reforça a importância de políticas específicas para alfabetização de adultos.”

Por região, raça e gênero

O Nordeste concentrava em 2024 55,6% (ou 5,1 milhões) dos analfabetos do País, seguido pelo Sudeste, com 22,5% (ou 2,1 milhões).

No recorte de gênero, a taxa entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 5%, enquanto a dos homens chegou a 5,6%. A redução frente a 2023 foi de 0,2 ponto para as mulheres.

“A convergência das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina nas gerações mais recentes, embora o legado de desigualdade educacional do passado ainda esteja permaneça”, avalia Kratochwill.

Em 2024, 3,1% das pessoas de cor branca com 15 anos ou mais eram analfabetas, enquanto entre pessoas pretas ou pardas do mesmo grupo de idade a taxa foi de 6,9%. A diferença se acentua entre os idosos: na faixa de 60 anos ou mais, 8,1% das pessoas brancas eram analfabetas, contra 21,8% entre as pretas ou pardas.

O analista do IBGE observa que, em relação a 2023, houve uma queda de 0,9 ponto entre as pessoas pretas ou pardas com 60 anos ou mais, “um avanço que não reduziu significativamente o hiato histórico entre os grupos”.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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