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    Tarifaço de Trump ao Brasil é blefe político e não tem respaldo econômico – CartaCapital

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    A decisão de Donald Trump de taxar em 50% os produtos brasileiros que vão para os Estados Unidos, anunciada na última quarta-feira 10 através uma carta que, de tão beligerante, foi devolvida pelo Itamaraty aos Estados Unidos, escancarou o que já era difícil negar: a postura comercial do republicano pouco tem de lógica econômica e muito de interesses pessoais e convicções geopolíticas, moldadas mais pelo impulso do que por premissas racionais.

    Ao impor a pesada tarifa, que ameaça produtores de café, carnes, calçados e laranja, Trump justificou a medida alegando “déficits comerciais insustentáveis” com o Brasil. Esperava-se que tal argumento tivesse respaldo nos números. Não tem.

    Brasil tem déficit com os EUA

    Na prática, o comércio bilateral tende a ser superavitário para os norte-americanos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que 2008 foi o último ano em que o Brasil teve superávit, com saldo positivo de 928 milhões de dólares. Desde então, a balança comercial favorece amplamente os EUA: nos últimos 16 anos, o Brasil acumulou um déficit de 90,28 bilhões de dólares, considerando dados até junho.

    Em 2024, o Brasil exportou 40,33 bilhões e importou 40,58 bilhões de dólares dos EUA, resultando em déficit de 253 milhões de dólares. Havia certo equilíbrio até o início de 2025, quando a volta de Trump à Casa Branca desestabilizou a relação: nos primeiros seis meses do ano, o Brasil comprou 1,67 bilhão de dólares a mais do que vendeu aos americanos, desmontando o argumento de déficits “insustentáveis” para os EUA.

    O Brasil, entre os 20 principais parceiros comerciais de Washington, é hoje o que mais pode ser atingido pelos novos “tarifaços”. Curiosamente, quase todos os sete países alvo de Trump têm superávit com os EUA — o Brasil é a exceção.

    Tarifas brasileiras são baixas

    Na carta enviada a Lula, Trump pediu que o Brasil “entenda que os 50% [de tarifas] são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições”. A frase sugere, equivocadamente, que o Brasil impõe barreiras elevadas a produtos americanos.

    Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a tarifa média real aplicada a produtos dos EUA é de 2,7% (dados de 2023), quatro vezes menor que a tarifa nominal de 11,2% registrada na Organização Mundial do Comércio (OMC). O percentual já era inferior aos 10% cobrados sobre produtos brasileiros meses atrás e, diante da nova tarifa de 50%, torna-se praticamente irrelevante para “igualdade de condições”.

    A retaliação explícita ao governo Trump vem ganhando força no setor produtivo e no campo político, com o presidente Lula (PT) entre os que defendem uma resposta dura.

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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