O descumprimento da meta contínua de inflação pelo sexto mês consecutivo impõe ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, uma obrigação formal: redigir uma carta aberta dirigida ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que também chefia o Conselho Monetário Nacional.
O documento, que o BC deve divulgar até as 18h desta quinta-feira 10, cumpre uma determinação da nova metodologia de meta contínua, adotada neste ano. O regulamento estabelece que a meta será considerada descumprida quando a inflação permanecer fora do intervalo por seis meses seguidos.
A inflação acumulada em 12 meses ultrapassou os 5% em junho, mantendo-se acima do teto estabelecido pelo sistema de metas. Embora os preços de alimentos tenham caído no período, o movimento não foi suficiente para compensar as pressões vindas do setor de energia elétrica.
Não será a primeira vez que Galípolo terá de prestar esclarecimentos ao ministro. Logo após sua posse, em janeiro, o presidente do BC enviou um documento no qual explicava as razões do descontrole inflacionário naquele momento.
A novidade é que o Banco Central deverá estabelecer um cronograma para reconduzir a inflação à meta. A instituição detalhará as medidas já adotadas e as que ainda serão executadas para garantir o cumprimento da meta de 3%. Há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.









