Tentando se equilibrar entre a lealdade a Jair Bolsonaro (PL) e a preocupação com possíveis prejuízos ao empresariado paulista diante do tarifaço do governo de Donald Trump a produtos do Brasil, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que se reuniu nesta sexta-feira 11 com o funcionário mais alto da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília na atualidade.
Em postagem no X, Tarcísio disse que esteve com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da representação norte-americana no País. Como o governo de Donald Trump ainda não indicou um embaixador para o Brasil, é Escobar quem responde pelo escritório.
“Acabo de me reunir com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília. Conversamos sobre as consequências da tarifa para a indústria e agro brasileiro e também o reflexo disso para as empresas americanas”, escreveu o governador.
“Vamos abrir diálogo com as empresas paulistas, lastreado em dados e argumentos consolidados, para buscar soluções efetivas. É preciso negociar”, prosseguiu.
Tarcísio buscou, mais uma vez, tirar do bolsonarismo o protagonismo pela decisão de Trump – apesar das manifestações do próprio Jair e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – e transferir a Lula: “Narrativas não resolverão o problema. A responsabilidade é de quem governa”, escreveu na mensagem.
A postura dúbia do governador, cotado para representar a extrema-direita nas eleições presidenciais de 2026, foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não vai tentar esconder o chapeuzinho do Trump, não, Tarcísio. Pode ficar mostrando para a gente saber quem você é. Porque está cheio de lobo com pele de cordeiro”, disse o presidente, em entrevista à Record.









