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    Juros seguem sem alteração em julho, mas crédito continua caro para o consumidor – CartaCapital

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    A pesquisa mensal do Procon-SP, realizada em 2 de julho de 2025, registrou estabilidade nas taxas de juros cobradas por seis bancos nas modalidades de empréstimo pessoal e cheque especial. O levantamento foi conduzido pelo Núcleo de Pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor (EPDC) e considerou dados praticados por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

    As taxas analisadas são máximas, pré-fixadas, válidas para pessoas físicas não preferenciais, independentemente do canal de contratação. No cheque especial, o período considerado foi de 30 dias. Para o empréstimo pessoal, o prazo foi de 12 meses.

    Taxa média do empréstimo pessoal permanece em 8,22% ao mês

    O índice médio de juros para empréstimo pessoal manteve-se em 8,22% ao mês, mesmo valor observado em junho. A única alteração foi promovida pelo Bradesco, cuja taxa subiu de 9,08% para 9,10%. O reajuste de 0,02 ponto percentual corresponde a uma variação de 0,22%, sem impacto sobre a média geral.

    Entre os bancos pesquisados, o Banco do Brasil apresenta a menor taxa de empréstimo pessoal, com 6,62% ao mês. O Santander, por outro lado, cobra a maior taxa entre os avaliados, chegando a 9,99%.

    As demais instituições mantiveram os mesmos percentuais observados no mês anterior.

    Cheque especial se mantém em 7,96% ao mês

    A taxa média para o cheque especial também permaneceu estável, em 7,96% ao mês. Nenhuma das instituições pesquisadas alterou os percentuais cobrados nessa linha de crédito.

    Atualmente, o teto regulado pelo Banco Central para o cheque especial de pessoa física é de 8% ao mês, conforme a Resolução nº 4.765, de 27 de novembro de 2019, em vigor desde 6 de janeiro de 2020. A média atual está próxima desse limite.

    Entre os bancos pesquisados, o Banco do Brasil oferece a menor taxa (7,74% ao mês). As demais instituições praticam a tarifa máxima permitida, de 8%.

    Selic mais alta pressiona o custo do crédito

    A estabilidade das taxas ocorre em um cenário de juros básicos em alta. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 15,00% ao ano na reunião de 19 de junho. A próxima decisão do Copom está marcada para os dias 29 e 30 de julho.

    A taxa Selic influencia diretamente o custo dos empréstimos e financiamentos, o que torna necessário um maior cuidado por parte dos consumidores na hora de contratar crédito.

    Procon-SP orienta consumidor sobre contratação

    O Procon-SP recomenda atenção antes de assumir qualquer dívida. A análise da real necessidade do crédito deve vir antes de comprometer o orçamento pessoal. O uso do cheque especial deve ser reservado a situações emergenciais e de curto prazo.

    Se possível, o consumidor deve buscar alternativas com menores taxas de juros, como o crédito consignado. Também é indicado evitar empréstimos com prazos longos, que costumam ter custos mais altos. A leitura detalhada do contrato é indispensável para conhecer todos os encargos envolvidos.

    Confira as taxas por banco

    Empréstimo pessoal (ao mês):

    • Banco do Brasil: 6,62%

    • Caixa Econômica Federal: 6,86%

    • Safra: 7,25%

    • Bradesco: 9,10%

    • Itaú: 9,49%

    • Santander: 9,99%
      Média geral: 8,22%

    Cheque especial (ao mês):

    • Banco do Brasil: 7,74%

    • Bradesco: 8,00%

    • Caixa Econômica Federal: 8,00%

    • Itaú: 8,00%

    • Safra: 8,00%

    • Santander: 8,00%
      Média geral: 7,96%

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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