O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, não descartou que o governo possa ajudar, de forma pontual, setores atingidos pela taxação de 50% que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs aos produtos brasileiros.
“A gente tem olhado para necessidade de socorrer [as empresas], o que será feito com menor impacto fiscal possível, pontual, e para aqueles que tenham sido afetados”, disse Durigan nesta terça-feira 22.
Conforme o secretário, ainda é preciso aguardar para se fazer avaliações sobre o eventual impacto da tarifa sobre a atividade, a inflação e outros indicadores econômicos.
Na segunda-feira, o ministro Fernando Haddad afirmou que embora o governo não descarte a concretização do “tarifaço” anunciado por Donald Trump, o País continua empenhado no diálogo diplomático e comercial.
Segundo o ministro, um grupo de trabalho está elaborando alternativas para auxiliar os setores brasileiros mais vulneráveis ao impacto das possíveis tarifas. Haddad afirmou que essas propostas serão apresentadas ao presidente Lula (PT) ainda esta semana, e envolvem desde a aplicação da lei da reciprocidade até apoio específico aos segmentos prejudicados.
“Nós temos plano de contingência para qualquer decisão que venha a ser tomada pelo Presidente da República”, disse em entrevista à rádio CBN, indicando que o Brasil não deve “pagar na mesma moeda” as sanções dos EUA.











