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    Coala celebrou talentos, cruzou gerações e resgatou artistas do passado – CartaCapital

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    A 11ª edição do Coala Festival, realizado neste final de semana (5 a 7 de setembro) no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), celebrou a ascensão de novos cantores e compositores, promoveu encontros entre gerações e resgatou artistas que há tempos estavam afastados dos palcos.

    Não significa que o festival tenha abandonado as grandes atrações –teve Liniker fechando o primeiro dia e Caetano Veloso, o último. Mas, em um festival focado exclusivamente na música brasileira, vale muito observar o que há além dos shows mais aguardados pelo público.

    Tim Bernardes é um exemplo. No primeiro dia, subiu ao palco acompanhado de uma orquestra — cena rara para quem se acostumou a vê-lo em shows intimistas. As cordas, sopros e percussão ampliaram sua música a uma escala grandiosa, revelando nuances escondidas em suas composições. O espetáculo, batizado de Um Raro Momento Infinito, já havia passado pelo Theatro Municipal de São Paulo, mas ganhou nova dimensão no festival. No repertório, faixas dos discos Recomeçar (2017) e Mil Coisas Invisíveis (2022), além de inéditas.

    No domingo, quem abriu os trabalhos foi Dora Morelenbaum, também em momento de afirmação solo. Após o sucesso Bala Desejo com o premiado Sim Sim Sim, ela apresentou Pique (2024), seu disco de estreia. O trabalho tem várias camadas sonoras, que ela transpôs bem para o palco.

    Entre os encontros de gerações, brilhou a parceria entre Chico Chico e Nando Reis, última atração do sábado. Nando foi produtor e parceiro de Cássia Eller, mãe de Francisco, e muitas de suas canções ganharam vida definitiva na voz da cantora.

    No Coala, os dois revisitarem esse repertório. O bis, com a repetição dos hits All Star e O Segundo Sol, era um exemplo de como a poesia cantada de Cássia e Nando ainda reverbera entre os fãs.

    A semelhança de Chico Chico com a mãe — especialmente na intensidade da voz — tornou o show um reencontro potente e emocionante. 

    No domingo, outro encontro de gerações promovido pelo Coala reuniu a paraibana Cátia de França, de 78 anos e as talentosíssimas Juliana Linhares, do Rio Grande do Norte, e Josyara, da Bahia.

    Josyara, Juliana Linhares e Cátia de França fizeram um show vibrante, ancorado na nordestinidade (Foto: Carol Lima)

    O show foi uma reverência ao trabalho da Cátia – que tem longa carreira, mas poucos discos. No ano ano passado, ela No Rastro de Catarina, um ótimo álbum de rock do sertão. Juliana e Josyara apresentaram também algumas composições suas. O show se assentou na nordestinidade das três, vibrantes e empoderadas.

    O festival também abriu espaço para reencontros com nomes algo afastados dos holofotes. Foi o caso do Cidade Negra, que não lançava um disco de 2012. Com Tony Garrido à frente, a banda revisitou sucessos do passado, cumprindo bem o papel de reconectar o público às memórias afetivas.

    Black Alien, que faz poucas apresentações, reapresentou no sábado Babylon by Gus (2004), seu primeiro disco solo. O rapper de Niterói mostrou por que continua sendo um dos grandes rappers brasileiros. O Coala acertou em convocá-lo.

    Em meio a certo esgotamento do negócio de shows e festivais, o Coala conquistou seu lugar entre os mais importantes eventos musicais do País. Tem o mérito de olhar de forma mais aprofundada à música brasileira, sem se render à lógica dos números de streaming ou seguidores em redes sociais.

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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