A Justiça Militar do Estado de São Paulo determinou a soltura de três dos 15 policiais militares acusados de envolvimento no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em audiência na quarta-feira 10, que deu início ao processo contra os policiais, o Conselho Permanente de Justiça, vinculado à Justiça Militar, avaliou os pedidos de revogação das prisões preventivas de todos os 15 envolvidos. Doze deles tiveram os pedidos negados.
Em nota, o tribunal confirmou que acatou os pedidos de soltura do tenente Thiago Maschion Angelim da Silva e dos soldados Abraão Pereira Santana e Julio Cesar Scalett Barbini. O texto divulgado não detalha os motivos para aceitação (e para as outras recusas) dos pedidos.
Os 15 policiais que tiveram os casos analisados serão julgados pela Justiça Militar por terem atuado, segundo as investigações, na segurança privada de Gritzbach, algo que é considerado transgressão disciplinar. Eles foram presos pela Corregedoria da PM em janeiro de 2025.
Outros três PMs estão sendo julgados pela Justiça Comum, junto a três civis, todos eles acusados de envolvimento direto na execução.
Vinícius Gritzbach foi executado a tiros no estacionamento do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. Antes de ser morto, ele assinou acordo de delação com o Ministério Público de São Paulo e denunciou esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado.











