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    Adriana Araújo cobra ação contra feminicídio: “É uma chacina”

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    Adriana Araújo definiu a situação atual como resultado de uma sociedade que ainda tem uma “cultura de ódio contra as mulheres”. Ela explicou que essa cultura é de homens que, “ao longo de séculos, acreditaram que mulher é posse e objeto”.

    Segundo a jornalista, o final de um namoro ou um pedido de divórcio é visto por eles como uma “razão de reagir com ódio e com violência”. A jornalista estendeu a análise para o presente, destacando que a mente da juventude está sendo quase que “sequestrada” por discursos de ódio e violência disseminados nas redes sociais.

    Ela criticou a falta de educação sexual e afetiva nas escolas, que impede que meninos e meninas desenvolvam uma visão mais correta e responsável sobre os relacionamentos. O ódio disseminado na internet agrava o problema histórico da possessividade, tornando-se também “um problema do presente e do futuro, das próximas gerações”.

    Chacina de feminicídios e a impunidade dos agressores

    Em um trecho de seu desabafo, exibido no programa, a jornalista ressaltou que “monstros homicidas matam ou tentam matar mulheres todos os dias” no Brasil.

    Segundo ela, são cerca de 15 vítimas por dia: “Quatro dessas mulheres vão morrer e outras 11, como a Tainara e a Evelyn, que a gente acabou de mostrar, são as sobreviventes, as que escapam por um triz”.

    Araújo questionou: “Que palavra falta eu dizer? Que apelo falta as mulheres fazerem para que a polícia, a justiça, para que o país acorde e dê um basta nessa chacina?”. Ela fez uma crítica veemente ao sistema: “O que acontece no nosso país todos os dias é uma chacina de feminicídios. E os criminosos são os vitoriosos”.

    Para a jornalista, “enquanto não existir uma tremembé para feminicidas, enquanto eles não apodrecerem atrás das grades, eles são os vitoriosos”. A comunicadora afirmou que prefere “errar falando do que errar pela omissão”, reforçando seu compromisso de não se calar diante dos horrores.

    Ela enfatizou a necessidade de uma união coletiva, incluindo “todos os homens decentes desse país”, para cobrar ações que façam a lei sair do papel. Adriana Araújo reconheceu que houve mudanças positivas, como a Lei Maria da Penha e as delegacias de mulheres. No entanto, ela ponderou: “O fato de estarmos sabendo não significa que a polícia e a justiça estão agindo da forma ideal”.

    Ela citou uma telespectadora que relatou que o assassino de sua irmã estava solto e sem julgamento por cinco anos. Segundo a jornalista, essa falta de resposta “afasta muitas mulheres da denúncia” e alimenta a descrença na justiça.

    “Chacina de feminicídios”

    Adriana Araújo reforçou que a cada dois dias “tem o equivalente a uma chacina da Candelária de feminicídios no país”. 

    Ela alertou que muitos agressores são “homens que estão no meio de todos nós” e que dão sinais de seu potencial de violência (ciúme excessivo, controle, agressões) que a sociedade, e até as próprias mulheres, ignoram.

    Por fim, a jornalista fez um apelo para que todos ajudem, usando o Disque Denúncia 180, e que vizinhos ou conhecidos que suspeitem de violência não se calem. Pâmela Lucciola aproveitou para convocar a todos para o “Levante das Mulheres Vivas”, uma série de manifestações marcadas pelo país para pedir o direito de viver e paz.

    Adriana Araújo finalizou reforçando que o feminismo não é um privilégio, mas uma causa que pede o “direito de viver” e o “direito de botar a cabeça no travesseiro e dormir em paz”.

    Créditos Band Jornalismo

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