mais
    HomeCâmara FederalProjeto obriga planos de saúde a cobrir tratamentos psiquiátricos fora do rol...

    Projeto obriga planos de saúde a cobrir tratamentos psiquiátricos fora do rol da ANS – Notícias

    PUBLICAÇÃO

    spot_img

    O Projeto de Lei 5638/25 obriga os planos de saúde a cobrirem medicamentos e tratamentos para transtornos mentais graves e resistentes, mesmo que não estejam listados no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida está em análise na Câmara dos Deputados.

    Pelo texto, a operadora não poderá negar a cobertura prescrita pelo médico se o tratamento tiver comprovação científica de eficácia, registro na Anvisa e se não houver alternativa terapêutica eficaz disponível.

    O autor, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), argumenta que a proposta busca garantir o direito à vida e limitar práticas abusivas de exclusão contratual. Ele cita dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicando que cerca de 3,5 milhões de brasileiros com depressão não respondem adequadamente às terapias tradicionais.

    “Tratar a depressão resistente não é luxo, é direito à vida e à dignidade. E negar cobertura é negar a esperança de quem luta diariamente para sobreviver à dor invisível”, afirma o autor do projeto.

    O parlamentar menciona ainda decisões judiciais recentes que obrigaram o custeio de medicamentos fora do rol da ANS, reforçando que a lista da agência deve ser uma referência mínima, e não um limitador de terapias essenciais.

    Tratamentos incluídos
    O projeto lista especificamente três tipos de cobertura que passariam a ser obrigatórias:

    • Escetamina intranasal (Spravato) para tratamento de transtorno depressivo maior resistente;
    • terapias combinadas com psicofármacos inovadores e acompanhamento multiprofissional; e
    • medicamentos de uso hospitalar ou ambulatorial prescritos por psiquiatra, quando houver risco à vida ou agravamento do quadro.

    Multa e prazos
    A proposta estabelece que qualquer negativa de cobertura deve ser justificada por escrito em até 72 horas. O descumprimento das regras sujeita a operadora a multa administrativa de até R$ 1 milhão por negativa indevida, além da obrigação de custear o tratamento integralmente e responder por danos morais e materiais.

    Se aprovada, a regra será aplicada a todos os contratos, novos ou antigos, individuais ou coletivos.

    Próximos passos
    A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Saúde; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Ana Chalub

    Créditos Camara Federal, Clique aqui:

    spot_img
    spot_imgspot_img
    spot_imgspot_img
    spot_imgspot_img
    spot_imgspot_img

    MAIS RECENTES

    Rússia vende mais petróleo para China e Brasil em janeiro

    As exportações de petróleo e diesel da Rússia para a China e o Brasil,...

    EUA começará a pagar os bilhões que deve à ONU nas próximas semanas

    Washington começará “em algumas semanas” a desembolsar os bilhões de dólares que deve às...

    Os juízes não querem perder seus penduricalhos

    O Tribunal de Justiça de São Paulo recorreu ao Supremo contra uma decisão do...

    Governo Lula é desaprovado por 49% e aprovado por 45%

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11/2) mostra que o governo de Luiz Inácio Lula...

    Mais Notícias

    Rússia vende mais petróleo para China e Brasil em janeiro

    As exportações de petróleo e diesel da Rússia para a China e o Brasil,...

    EUA começará a pagar os bilhões que deve à ONU nas próximas semanas

    Washington começará “em algumas semanas” a desembolsar os bilhões de dólares que deve às...

    Os juízes não querem perder seus penduricalhos

    O Tribunal de Justiça de São Paulo recorreu ao Supremo contra uma decisão do...