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Fim da patente da semaglutida no Brasil pode reduzir preços de medicamentos como Ozempic

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Fim da patente da semaglutida no Brasil pode reduzir preços de medicamentos como Ozempic

Chega ao fim nesta sexta-feira (20) a patente da semaglutida no Brasil, substância utilizada em medicamentos amplamente conhecidos no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A mudança abre espaço para a entrada de novos fabricantes no mercado.

A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, que ganharam destaque nos últimos anos, principalmente após estudos apontarem redução significativa de peso em pacientes.

Com o fim da exclusividade, outras empresas poderão desenvolver versões da substância, conhecidas como biossimilares. A expectativa é que o aumento da concorrência contribua para a redução dos preços e amplie o acesso ao tratamento.

Atualmente, os medicamentos à base de semaglutida têm custo elevado, variando entre aproximadamente R$ 825 e R$ 1.699 por mês, dependendo da dose e da indicação médica.

Especialistas explicam que os biossimilares não são cópias idênticas dos medicamentos originais, pois são produzidos por processos biotecnológicos. Ainda assim, passam por testes rigorosos para comprovar eficácia e segurança antes de serem liberados.

Segundo o endocrinologista Ricardo Barroso, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo, os estudos disponíveis indicam que essas versões apresentam resultados semelhantes aos medicamentos originais.

A entrada de novos fabricantes pode aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços, permitindo que mais pacientes tenham acesso ao tratamento de doenças como diabetes, obesidade e esteatose hepática.

Apesar da possível ampliação do acesso, especialistas reforçam que o uso desses medicamentos deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico.

A farmacêutica Novo Nordisk, responsável por medicamentos como Ozempic e Wegovy, informou que o fim da patente faz parte do ciclo natural da indústria e que continuará investindo em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos.

A empresa também destacou que o Brasil segue como um mercado estratégico, com produção relevante de medicamentos, incluindo insulinas, em unidade localizada no estado de Minas Gerais.
Créditos Site Metropoles

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