A equipe responsável pela segurança de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, executado a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, na tarde desta sexta-feira 8, está na mira dos investigadores responsáveis pelo caso. A informação foi relevada pelos sites G1 e UOL neste sábado 9.
Segundo as publicações, que conversaram com agentes que investigam o caso, os seguranças tiveram uma atitude suspeita no episódio: apenas um membro da equipe – formada por quatro homens – acompanhava Gritzbach no aeroporto no momento do atentado. Os outros três seguranças não estavam no local por terem embarcado em um veículo quebrado. Os três teriam ficado em posto de gasolina cuidando do carro, enquanto apenas um segurança foi acompanhar o empresário.
Gritzbach andava cercado por seguranças por ter sido jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado como o responsável pela execução. Ele estava na mira do grupo criminoso depois de firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público paulista. Gritzbach também era suspeito de mandar matar dois membros influentes do PCC em 2021: Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue. Os dois foram assassinados em 27 de dezembro daquele ano.
Segundo o UOL, ao menos parte dessa equipe de segurança era formada por policiais militares. Os agentes tiveram, de acordo com a publicação, os celulares apreendidos para investigação. Ainda segundo o site, eles já prestaram um primeiro depoimento ainda no aeroporto e terão a conduta investigada pela corregedoria da PM.
Em nota sobre o caso, a GRU Airpport, concessionária responsável pela administração, disse que a polícia e a equipe médica foram prontamente acionadas. Além do empresário morto, outras três pessoas ficaram feridas com os disparos.









