O Itamaraty afirmou, nesta terça-feira 3, que “acompanha atentamente” a crise na Coreia do Sul, gerada a partir da decisão do presidente do País, Yoon Suk Yeol, de decretar lei marcial. A decisão foi impugnada logo depois em uma votação no Parlamento.
Em nota, o governo brasileiro pediu por uma “resolução pacífica, fundamentada no respeito aos direitos humanos, às instituições democráticas e ao Estado de Direito”.
O Ministério das Relações Exteriores reforçou que confia no diálogo como caminho para soluções soluções que “assegurem a normalidade institucional e a paz na Península coreana”. Não há registro, até o momento, de incidentes consulares envolvendo brasileiros.
Entenda a crise na Coreia do Sul
O presidente fez o anúncio da lei marcial no âmbito de uma queda de braço com a oposição motivada pelo orçamento. Yoon Suk Yeol venceu as últimas eleições, em 2022, por uma margem apertada à frente do líder opositor.
A lei marcial proibiria todas as atividades políticas e manteria os meios de comunicação sob controle do governo, segundo informou o chefe do Exército, Park An-su, em um comunicado.
Os deputados da oposição, que tem maioria no plenário de 300 assentos, aprovaram na semana passada um plano orçamentário significativamente reduzido por meio de uma comissão parlamentar.
Yoon, por sua vez, acusou os legisladores da oposição de cortar “todos os orçamentos-chave para as funções fundamentais do país, como a luta contra os crimes relacionados com as drogas e a manutenção da segurança pública”.










