Já encerrada, a aclamada Succession (2018-2023) não concorre mais ao Globo de Ouro, mas isso não impediu a maior zebra da série em premiações de se repetir neste domingo (5). Kieran Culkin, intérprete de Roman Roy no drama familiar, derrotou o “irmão” Jeremy Strong (o Kendall Roy) no confronto direto, como já havia feito na cerimônia do ano passado.
Desta vez, a competição entre os dois ocorreu nas categorias de cinema, mais especificamente a de melhor ator coadjuvante. Culkin concorria por A Verdadeira Dor, enquanto Strong foi indicado pelo controverso O Aprendiz, que mostra a trajetória do futuro presidente dos Estados Unidos Donald J. Trump (vivido no longa por Sebastian Stan).
O irmão mais novo de Macaulay Culkin também levou a melhor sobre os atores Yura Borisov (Anora), Edward Norton (Um Completo Desconhecido), Guy Pearce (O Brutalista) e Denzel Washington (Gladiador 2) no quesito.
No ano passado, Culkin e Strong já haviam ficado frente a frente na disputa de melhor ator em série de drama pela última temporada da atração –eles competiam ainda com o próprio “pai”, Brian Cox, intérprete de Logan Roy.
O caçula levou a melhor, surpreendendo boa parte dos especialistas, que haviam previsto a vitória do intérprete de Kendall. Os votantes do Emmy também premiaram Culkin pelos episódios derradeiros de Succession.
Jeremy Strong, que chamou a atenção dos críticos e dos fãs por sua atuação visceral e metódica, já havia vencido o Globo de Ouro na mesma categoria em 2022 –ano em que seu “irmão” ainda disputava como coadjuvante.
Em seu discurso de agradecimento, Kieran Culkin lembrou que a Academia de Imprensa Estrangeira em Hollywood, responsável pela premiação, havia sido uma das primeiras a reconhecer o seu talento.
É que, em 2003, ele tinha conseguido uma indicação a melhor ator de comédia ou musical por seu trabalho no filme A Estranha Família de Igby (2002). Acabou derrotado por Richard Gere, que premiado por Chicago (2002).











