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    Gleisi Hoffmann será ministra das Relações Institucionais

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    Gleisi assumirá a área do governo federal responsável pelas relações com os congressistas e os outros poderes, no dia 10 de março. Ela terá a função principal de garantir a governabilidade, facilitar o diálogo com parlamentares, partidos políticos, governadores, prefeitos e outros setores da sociedade.

    “Sempre entendi que o exercício da política é o caminho para avançarmos no desenvolvimento do país e melhorar a vida do nosso povo. É com este sentido que seguirei dialogando democraticamente com os partidos, governantes e lideranças políticas, como fiz nas posições que ocupei no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, na Casa Civil, na Diretoria de Itaipu e, atualmente, na presidência do PT”, disse a deputada pouco depois da indicação.

    Gleisi ocupará o cargo do ministro Alexandre Padilha, que foi recém-indicado para o Ministério da Saúde após a demissão de Nísia Trindade. A posse dele no cargo está marcada para o dia 6 de março.

    “Tenho certeza de que a presidenta, que já exerceu com brilhantismo cada uma das diversas funções em sua vida pública […] terá muito sucesso na articulação política do governo Lula”, afirmou Padilha além de outros ministros e aliados (veja mais abaixo).

    O chefe de Executivo já avaliava uma reforma ministerial antes dos resultados negativos dos levantamentos, que reforçaram a necessidade de acomodar aliados na tentativa de reforçar a base de apoio. A crise do Pix deu o ponta pé inicial nas mudanças com a substituição de Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretária de Comunicação Social (Secom) da Presidência, no início de janeiro.

    Havia, ainda, a expectativa de que algum deputado do próprio PT em atuação no Congresso assumisse as Relações Institucionais, por conta da necessidade de articulação política. O atual líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a ser cotado para o cargo.

    E também se falou da possibilidade de um representante de outro partido da “frente ampla” para o cargo, como forma de mostrar que Lula ainda estava comprometido com a aliança que o elegeu em 2022. O nome mais cotado era o do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), o que também acabou não ocorrendo e evidenciou que o presidente prefere ter seus próprios correligionários na chamada “cozinha do governo” — os ministérios mais próximos da presidência e que funcionam dentro do Palácio do Planalto, como também a Secretaria-Geral e a Casa Civil.

    O próprio perfil de Gleisi reforça essa avaliação do petismo ideológico. A deputada é conhecida por suas contantes críticas aos opositores nas redes sociais e não tem uma boa relação com os partidos do Centrão, aliados ao governo federal.

    Alguns cientistas políticos avaliam que a indicação de Gleisi pode abalar ainda mais a relação do presidente com o Congresso e impedir acordos em votações de interesse do governo.

    Pelas redes sociais, o presidente Lula ressaltou que a Gleisi chega pra “somar” e “integrar o governo federal” e desejou “boas vindas e bom trabalho”.

    Repercussão política

    A indicação da deputada Gleisi Hoffman repercutiu entre os parlamentares da base do governo e oposição. O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que recebeu a ligação do presidente Lula comunicando a indicação da deputada para ministra das Relações Institucionais.

    “Sempre tive boa relação com ela no parlamento. Desejo pleno êxito na nova função e continuaremos o diálogo permanente a favor do Brasil”, escreveu Motta na rede X.

    Já o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) satirizou o a indicação da petista. “Você não tem noção do quanto isso é maravilhoso pro Brasil. HAHAHAHA LULA escolheu como articuladora do governo a mulher mais odiada pela câmara dos deputados”, escreveu o parlamentar .

    Para Filipe Barros (PL-PR), a escolha de Gleisi Hoffmann para assumir a “articulação do governo” reforça “os mesmos velhos erros vão magicamente produzir resultados diferentes”. E o deputado ainda acrescenta: “é aquela história: amante pode até apimentar a relação, mas nunca salvou casamento falido”.

    Ministros e aliados elogiam indicação

    Pelos lados da base governista, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) usou as redes para elogiar a indicação de Gleisi para as Relações Institucionais afirmando que ela é “uma companheira da melhor qualidade”. “Mulher aberta ao diálogo e de compromisso com o Brasil. Decisão acertada do presidente Lula”, completou.

    “Ao escolher Gleisi, Lula usa a integridade como critério. É uma mulher com enorme capacidade de diálogo, qualidade comprovada no comando de um dos maiores partidos políticos da América Latina. Mais do que tudo, Gleisi tem elevado espírito público. Êxito é o que desejo”, disse o deputado federal Bohn Gass (PT-RS), vice-líder do governo no Congresso.

    O vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), seguiu o colega e afirmou que “além da nossa confiança, Gleisi tem firmeza política e flexibilidade tática para unir as forças democráticas contra a extrema-direita na reconstrução do país”.

    O secretário nacional de comunicação do PT, Jilmar Tatto (PT-SP), amplificou os elogios e afirmou ter a certeza de que Gleisi teve uma “atuação de luta” no partido. “Tenho certeza que fará um excelente trabalho para contribuir e fortalecer o nosso governo por um país mais justo”, completou.

    A indicação de Gleisi ao cargo foi bem recebida também entre os ministros de Lula, como Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), afirmando que ela está voltando onde “sempre esteve, minha presidenta”. “Tenho certeza de que você desempenhará esse papel como poucos. Sua capacidade de leitura política será fundamental para a articulação do governo do presidente Lula”, emendou.

    “Gleisi carrega experiência no Senado e na Câmara, tem ótimo trânsito em todo o Congresso Nacional, já foi ministra e, ainda, conduziu o PT em momento chave para o partido e para o país”, seguiu o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário.

    A ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, seguiu no mesmo tom e afirmou não ter dúvidas “de que sua experiência política e capacidade de articulação fortalecerão a democracia e a nossa jornada por um país mais justo”.

    A escolha de Lula também foi comemorada por diversos outros aliados, como os deputados Zeca Dirceu (PT-PR), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Dandara Toantzin (PT-MG),

    As informações são do site Gazeta do povo, Clique aqui

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