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    O que se sabe sobre a visita de Musk ao Pentágono para tratar de um suposto plano de guerra contra a China – Mundo – CartaCapital

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    O empresário Elon Musk, atual chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do governo Donald Trump, pode receber acesso a um plano militar dos Estados Unidos sobre uma eventual guerra contra a China durante uma visita que fará ao Pentágono. O acesso ao documento foi revelado The New York Times, nesta sexta-feira 21.

    O tradicional jornal dos EUA ouviu alguns funcionários do Pentágono sobre o tema, que falaram sob condição de anonimato. Um deles confirmou que Musk, de fato, terá acesso ao plano. Um outro disse que haverá uma reunião entre Musk e o Pentágono, tendo a China como foco, mas não deu mais detalhes. Já um terceiro apenas confirmou que o empresário vai se reunir com agentes do órgão.

    A guerra contra a China, convém citar, não é uma realidade, o que não impede os EUA tracem planos e monitorem opções que coloquem o país em uma posição favorável no campo de batalha hipotético. É justamente um desses monitoramentos que, segundo o jornal, será apresentado ao bilionário.

    Não é incomum que os Estados Unidos mantenham planos dessa natureza. Principal ator militar do mundo, o país norte-americano mantém planos de guerra sob a alçada do Pentágono, onde fica o seu Departamento de Defesa. Esse tipo de planejamento é considerado ultrassecreto, uma vez que, pela sua própria natureza, envolve questões estratégicas de segurança nacional.

    Segundo o NYT, o documento relacionado à China tem entre 20 a 30 slides. Ele explicaria, ponto a ponto, como os EUA lutariam em um eventual conflito contra a segunda maior economia do mundo, envolvendo alertas de ameaça e hipotéticas alternativas para o caso de um ataque chinês.

    Para especialistas no tema, esses são documentos complexos, uma vez que são dotados de expressões técnicas. Presidentes dos EUA costumam ser apresentados a eles, mas de uma forma mais ou menos geral. 

    O NYT ainda cita que o desenho de uma eventual guerra com a China não é nenhuma novidade nos corredores do Pentágono. Essa hipótese justifica, por exemplo, a ampliação dos investimentos nas Forças Aéreas, na Marinha e nas Forças Espaciais.

    Recentemente, por exemplo, os EUA avançaram na reforma na Base Aérea de Tinian, a cerca de 2,5 mil quilômetros da costa chinesa. O local abrigou a maior base usada pelo país norte-americano na Segunda Guerra Mundial, e ficou décadas sem ser usado. O plano de revitalização começou a ser discutido em 2022, tendo início no primeiro semestre do ano passado. A licitação responsável pela obra aponta um custo estimado de 409 milhões de dólares.

    A China está longe de observar inerte esses movimentos. No último mês de fevereiro, o jornal Financial Times revelou que a inteligência do governo dos EUA confirmou que a China estaria construindo um complexo militar dez vezes maior que o Pentágono, instalado a oeste de Pequim. Imagens de satélite mostram que a construção teria cerca de 6 mil quilômetros quadrados.

    Qual a relação de Musk com o tema?

    A maior fonte de especulação a respeito da reunião marcada para esta sexta-feira 21 tem origem na seguinte questão: por que o Pentágono estaria revelando informações ultrassecretas para Elon Musk?

    A resposta pode ter vários ângulos. O primeiro passa pelo modo de atuação de Musk à frente do DOGE. Autorizado a praticar uma política linha-dura de corte de gastos, Musk vem barrando a transferência de recursos para órgãos de peso dos EUA – sendo a USAID um dos principais exemplos. 

    Se o próximo alvo da dupla Musk-Trump, em termos orçamentários, for o Pentágono, a reunião se justifica pelo fato de que ele precisaria conhecer as diretrizes gerais do plano de guerra. Ao tomar conhecimento sobre quais sistemas de armas a Defesa dos EUA usaria em uma hipotética guerra com a China, o governo teria melhores condições para decidir de onde retirar recursos. 

    Exemplo disso é uso de porta-aviões, que são caros, mas podem ser fundamentais e depender do tipo de estratégia de guerra a ser utilizada. Acontece que, apesar de todo o seu poderio na estrutura burocrática dos EUA, Musk não atua no comando militar norte-americano.

    Trump e Musk reunidos na Casa Branca. Foto: Roberto Schmidt/AFP

    Outro ângulo para entender a posição de Musk nesse jogo se refere ao seu papel de empresário. É aqui que entra a tese, já veiculada na imprensa norte-americana, de um suposto conflito de interesses. Presidente da SpaceX e da Tesla, Musk é, ao mesmo tempo, um dos principais fornecedores do próprio Pentágono e uma figura empresarial com forte dependência do mercado chinês.

    É a Starlink de Musk, por exemplo, que fornece serviços de dados e comunicações espaciais. O acesso a planos de guerra contra China seria de máximo interesse do empresário, que passaria a entender como os EUA planejam defender seus satélites. Do ponto de vista da relação comercial com o Pentágono, o jogo se desenharia para que Musk soubesse quais ferramentas a Defesa dos EUA estaria demandando.

    Pequim, aliás, sabe bem disso, o próprio governo chinês já afirmou que reconhece a SpaceX – que fabrica sistemas aeroespaciais e de comunicações, bem como transporte espacial – como uma ‘extensão’ das Forças Armadas norte-americanas.

    Negativa

    Trump foi às redes sociais para negar que a China estivesse no centro do encontro entre Musk e o Pentágono. Na noite de quinta-feira 20, o republicano se referiu ao NYT como um jornal “falido”. “Eles disseram, incorretamente, que Elon Musk vai ao Pentágono amanhã para ser informado sobre qualquer potencial ‘guerra com a China’. Quão ridículo? A China nem será mencionada ou discutida”, sustentou Trump.

    Pete Hegseth, chefe do Pentágono nomeado por Trump, disse na rede X que a reunião vai tratar apenas de “inovação, eficiências e produção mais inteligente”. Já Sean Parnell, porta-voz do Departamento de Defesa, disse que o órgão “está animado para receber Elon Musk no Pentágono na sexta-feira”. “Ele foi convidado pelo secretário Hegseth e está apenas visitando”, afirmou.

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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