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Os recados do jantar de Lula com Hugo Motta

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O presidente Lula (PT) participou, na quarta-feira 24, de um jantar na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com líderes de partidos da base governista. Durante o encontro, deixou três recados: a anistia defendida pela oposição atrapalha o País, o governo tem duas prioridades legislativas e, se a eleição fosse hoje, ele seria candidato à reeleição.

As declarações circularam nos bastidores e foram relatadas por presentes. Segundo essas fontes, Lula se posicionou contra a anistia com mais ênfase do que havia feito antes, alinhando-se ao discurso de Motta. “Não é prioridade”, afirmou, ao destacar que emprego, saúde e educação são temas mais urgentes. Reiterou ainda que não cabe anistiar quem tentou destruir a democracia.

Mais cedo, em evento público, Motta havia defendido a separação das pautas institucionais das econômicas: “Em um cenário de crise internacional, não podemos ter uma crise institucional. Temos que ter diálogo. Não vamos misturar essas pautas; vamos usar todo o nosso tempo com responsabilidade.”

Entre as prioridades mencionadas por Lula no jantar está o projeto que prevê isenção total de Imposto de Renda para salários de até 5 mil reais e isenção parcial para rendimentos de até 7 mil reais. A proposta está sob relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.

A segunda prioridade é o projeto que amplia o papel do governo federal na segurança pública, área atualmente sob responsabilidade dos estados. A proposta foi entregue a Motta e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), horas antes do jantar.

Alcolumbre esteve com Lula no Palácio do Planalto no mesmo dia, em reunião com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), e o deputado Juscelino Filho, ex-ministro das Comunicações. Na ocasião, foi confirmada a indicação de Frederico de Siqueira para o Ministério das Comunicações, uma escolha de Alcolumbre.

Apesar de convidado, Fernandes não assumiu o ministério. Alegou falta de apoio unificado da bancada do União Brasil, onde há até deputados bolsonaristas — como Rodrigo Valadares (SE), relator da proposta de anistia. Ao declinar do convite, Fernandes pediu desculpas pessoalmente ao presidente.

Ao fim do jantar, Lula foi enfático: “Hoje, com a saúde que estou, não tenham dúvida de que eu seria candidato.” O petista terá 81 anos nas eleições de 2026.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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