A Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital e a Procuradoria Geral do Município de São Paulo assinaram nesta terça-feira (29) com a família do ex-prefeito Paulo Maluf um acordo de não persecução civil (ANPC) que prevê a devolução de R$ 210 milhões aos cofres públicos.
O valor é resultado de investigações sobre desvios de verba durante a gestão de Maluf em obras como o Túnel Ayrton Senna e a Avenida Água Espraiada, atualmente chamada de Avenida Jornalista Roberto Marinho.
O acordo foi firmado com quatro filhos, uma ex-nora e um ex-genro de Maluf, além de uma empresa offshore sediada no Uruguai e um banco brasileiro que adquiriu ações da empresa Eucatex.
Em nota, a defesa do ex-prefeito disse que “o desfecho mostra a postura colaborativa da família, que encerra uma controvérsia judicial sem estar sujeita às incertezas inerentes ao processo
O Ministério Público destaca, no entanto, que o acordo não encerra as ações civis movidas pelo órgão, que continuam em andamento contra o próprio ex-prefeito, sua esposa e outras empresas acusadas de superfaturamento e pagamento de propina.
De acordo com o promotor Silvio Marques, responsável pelo caso, o MP e a Procuradoria já conseguiram recuperar cerca de US$ 160 milhões (ou R$ 819 milhões) por meio de acordos semelhantes.
Paulo Maluf (PP-SP) durante discurso na Câmara dos Deputados em setembro de 2015 — Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados.
Fonte das informações: G1Veja também aqui











