O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), chamou a oposição bolsonarista para uma reunião na tarde desta quinta-feira 7 na Residência Oficial da Presidência da Casa. O encontro ocorrerá após a sessão remota do Senado e depois que os senadores ligados a Jair Bolsonaro (PL) deixarem o plenário, ocupado pelo grupo desde terça-feira 5.
Alcolumbre sinalizou que vai aceitar as demandas da oposição em tramitar um pacote de proteção aos senadores, vista à crise pela imposição de tornozeleira eletrônica ao senador Marcos do Val (Podemos-ES).
Em entrevista coletiva nesta manhã, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que o acordo com Alcolumbre abrange também o início das discussões sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador sustentou já ter angariado 41 assinaturas para o avanço do processo.
O presidente do Senado, no entanto, contrariou o colega e sinalizou que não há discussão pelo impedimento do ministro. Mesmo diante do impasse, a oposição optou por iniciar a desocupação do plenário da Casa Alta.
Após a desmobilização no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, afirmou que quem tiver maioria “vence”, indicando que a oposição vai seguir pressionando Alcolumbre a ler o requerimento da abertura de impeachment de Moraes.
A ocupação bolsonarista produziu cenas como o senador Magno Malta (PL-ES) acorrentado à Mesa da Presidência do Senado. O mesmo congressista disse agora que não vai “colocar a espada na cabeça” de Alcolumbre e que espera que o presidente cumpra o acordo – seja ele qual for.











