O Procurador-Geral da República Paulo Gonet se manifestou, nesta segunda-feira 1º, contra nova tentativa do general Walter Braga Netto de deixar a prisão. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que é relator da ação contra o ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, decidir sobre o caso.
No começo do mês, Moraes negou o pedido do general para deixar a prisão por ver “perigo” em caso de liberdade. Para o ministro, a prisão preventiva é necessária para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, devido ao “perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado”.
A defesa do ex-ministro alega que a decisão do relator não apresentou “fundamentos concretos para a manutenção da custódia cautelar” e pediu uma nova análise. Gonet, entretanto, entendeu que a defesa de Braga Netto não apresentou nenhum novo fato que justificasse a revisão da decisão de Moraes.
“Reiteram-se as manifestações ministeriais de 11.7.2025 e 29.7.2025, no sentido da permanência dos motivos que fundamentaram a custódia provisória, ante a ausência de fatos novos que alterem o quadro fático-probatório para justificar a revogação ou a readequação da medida”, disse no documento.
O general está preso desde dezembro de 2024 por tentar obter informações relacionadas à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Os advogados de Braga Netto têm acumulado derrotas ao insistir no argumento de que o general não tem mais motivos para estar preso, já que o julgamento do núcleo crucial da trama golpista se aproxima.











