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    imprensa europeia reage à condenação de Bolsonaro – CartaCapital

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    A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados tem forte repercussão na imprensa francesa e europeia. A notícia da sentença de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente brasileiro é uma das principais manchetes desta sexta-feira 12 em vários veículos de diferentes países.

    “Um julgamento histórico”, diz o título da matéria do jornal francês Le Monde. O correspondente do diário no Brasil, Bruno Meyerfeld, lembra que há anos Bolsonaro dizia que seu futuro contava com três opções: “prisão, morte ou vitória”, embora o ex-presidente sempre excluísse a primeira delas. “Mas a história decidiu o contrário e lhe deu uma resposta incisiva”, afirma a reportagem.

    Le Monde também destaca a frase da ministra Cármen Lúcia ao justificar seu voto. “A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com o seu passado, o seu presente e com o seu futuro.” Para o jornal, “ninguém pode duvidar do significado histórico deste veredicto, que pode muito bem ser a peça que faltava para a consolidação da democracia no maior país da América Latina.”

    O jornal Libération estampa sua matéria com uma foto da comemoração da condenação de Bolsonaro por opositores em Brasília. O diário destaca a forte polarização da sociedade brasileira, ressaltando que 53% da população acredita que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, apenas aplicou as leis, enquanto 39% consideram que o magistrado agiu por motivações políticas.

    Pessoas comemoram, em Brasília, a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. Foto: EVARISTO SA / AFP

    O jornal Le Figaro lembra que o julgamento também deu origem a uma crise diplomática sem precedentes entre o Brasil e os Estados Unidos. “Denunciando uma caça às bruxas contra seu aliado de extrema-direita, o presidente americano, Donald Trump, impôs sobretaxas punitivas de 50% sobre grande parte das exportações brasileiras”, publica o jornal. O diário também ressalta que Washington cancelou os vistos de vários ministros do STF e impôs duras sanções ao ministro Alexandre de Moraes.

    O julgamento mais importante do Brasil

    “O Brasil dá um passo ‘transcendental’ contra a impunidade”, diz a correspondente do jornal espanhol El País em Brasília, Naiara Galarraga Gortázar, considerando que esse foi “o julgamento politicamente mais importante do Brasil nos últimos anos”. O diário também ressalta que o voto decisivo foi anunciado por Carmen Lúcia Antunes Rocha, “a única mulher da alta corte”.

    O El País explica que provas mostram que o ex-presidente recrutou homens de sua mais absoluta confiança para elaborar um plano com o objetivo de permanecer no poder, apesar da derrota eleitoral de 2022.

    “Essas ações incluíram desqualificar o sistema eleitoral, ameaçar o Poder Judiciário, denunciar uma fraude inexistente, planejar o assassinato das principais autoridades do Estado, elaborar um rascunho para cancelar as eleições e tentar recrutar a cúpula das Forças Armadas para que se juntassem ao plano”, reitera.

    O jornal britânico The Guardian destaca a queda de uma figura política “responsabilizada pela destruição ambiental desenfreada, centenas de milhares de mortes por Covid e ataques a minorias”. No entanto, lembra que o movimento político que fundou continua “muito vivo” e que seus apoiadores não pouparão esforços para tirá-lo da prisão.

    Bolsonaristas choram, nas ruas de Brasília, após o STF confirmar a sentença de 27 anos de prisão para o ex-capitão. Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP

    “As estratégias mais prováveis incluem tentar eleger um grande número de senadores de direita nas eleições do próximo ano, que poderiam abrir processos de impeachment contra membros do Supremo Tribunal Federal considerados adversários de Bolsonaro”, diz a matéria assinada pelo correspondente do The Guardian no Brasil, Tom Phillips.

    O jornal italiano Corriere della Sera adota um tom sarcástico ao comparar o julgamento do “Trump dos Trópicos” a uma mistura de reality show e novela. “Nunca antes o Brasil, emergindo de uma ditadura brutal de vinte anos, há apenas quarenta anos, havia levado um líder a julgamento sob a acusação de golpe de Estado”, diz. No entanto, o diário lembra que Bolsonaro irá recorrer, e seus aliados políticos já trabalham para aprovar uma anistia no Congresso.

    Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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